O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) obteve, nesta quinta-feira (23), a condenação histórica de Jairo Conceição dos Santos, Maurício Ramos dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior. Cada réu foi sentenciado a 140 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato brutal de quatro membros de uma mesma família e pelo estupro de uma das vítimas. O crime, motivado por desavenças pessoais, ocorreu em dezembro de 2014, na localidade de São Rafael, em Linhares, e é lembrado como um dos episódios mais violentos do Norte do Estado.
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O julgamento pelo Tribunal do Júri teve início na quarta-feira (22) e estendeu-se até o final da noite de quinta-feira. Representado pelos promotores Adriani Ozório e Claudeval Franca, o MPES sustentou a tese de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Entre os mortos estavam Franciele Telek de Oliveira, Flávio Telek de Oliveira, Eleilson Souza e uma criança de apenas três anos de idade.
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Crime brutal
A brutalidade do caso foi acentuada pela carbonização dos corpos, o que impediu o sepultamento digno pelas famílias e elevou o rigor na dosimetria das penas. Além dos assassinatos, os réus foram condenados pelo estupro qualificado de Franciele, praticado no interior da residência onde a criança também se encontrava.
Após a leitura da sentença, o juízo determinou a execução imediata das penas. Jairo e Ismael, que acompanhavam o processo em liberdade, tiveram a prisão decretada em plenário. Maurício Ramos dos Santos, que já se encontrava custodiado, teve a prisão preventiva mantida. A decisão encerra um ciclo de mais de uma década de espera por justiça para as vítimas de São Rafael.





