O major da reserva do Exército Brasileiro, Ângelo Martins Denicoli, foi preso na tarde desta sexta-feira (10), em sua residência no município de Colatina, Noroeste do Espírito Santo. A detenção foi efetuada pelo próprio Exército em cumprimento a um mandado de prisão decorrente de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Denicoli, que cumpria prisão domiciliar desde dezembro, foi sentenciado a 17 anos de reclusão por envolvimento em uma trama golpista e participação nos atos antidemocráticos.
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A condenação de Denicoli ocorreu no âmbito do julgamento do chamado “núcleo 4” da investigação, grupo identificado pelas autoridades como responsável pela disseminação de desinformação e ataques ao sistema eleitoral e às instituições públicas. De acordo com o processo, o militar atuava na propagação de notícias falsas que visavam desacreditar o processo democrático após as eleições de 2022. Além da pena restritiva de liberdade, o STF determinou o pagamento de multa e indenização por danos morais coletivos.
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Natural de Itu (SP), mas radicado em Colatina, Ângelo Denicoli possui trajetória na administração pública, tendo ocupado cargo de direção no Ministério da Saúde durante a gestão de Eduardo Pazuello e, posteriormente, uma assessoria na Prodesp, em São Paulo, da qual foi exonerado após o início das investigações. A Polícia Federal o apontou como peça relevante na estrutura que buscava incitar militares a aderirem a um plano de golpe de Estado.

Em nota, a defesa do major, representada pelo advogado Zoser Hardman, manifestou-se contrária à prisão, classificando-a como “açodada” por ter sido realizada enquanto ainda pendem recursos judiciais. O militar permanece sob custódia das Forças Armadas, conforme os protocolos aplicados a membros da corporação, e deve ser transferido para uma unidade militar onde dará início ao cumprimento definitivo da pena estabelecida pela Suprema Corte.





