O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu veementemente o Pix nesta terça-feira (2), afirmando que a tecnologia nacional supera os sistemas privados norte-americanos e “assusta” os Estados Unidos. A declaração ocorre em resposta a um relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que aponta o meio de pagamento do Banco Central como uma “prática desleal” prejudicial a marcas como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. O documento americano propõe uma taxação corretiva de 25% sobre parte das exportações do Brasil.
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Durante evento em Catalão (GO), o mandatário brasileiro destacou o caráter público, gratuito e eficiente do Pix, argumentando que a preocupação externa reside no potencial da ferramenta de impactar os lucros das bandeiras tradicionais de cartão de crédito. Lula enfatizou que o Brasil possui soberania econômica e rejeitou qualquer postura de subordinação internacional, asseverando que o país não aceitará ser tratado como “uma republiqueta de banana”.
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O presidente também cobrou explicações diretas de seu homólogo norte-americano, Donald Trump. Segundo Lula, ambos haviam definido em maio, durante reunião na Casa Branca, um prazo de 30 dias para que ministros negociassem as divergências comerciais. Diante do relatório da USTR, divulgado na noite de segunda-feira (1º), ele declarou que aguarda um telefonema de Trump, ressaltando que o avanço de barreiras tarifárias rompe o princípio do diálogo que vinha sendo mantido entre as administrações.
O governo brasileiro e os setores exportadores afetados têm até o dia 15 de julho para enviar manifestações formais ao relatório técnico do país norte-americano. Após essa data, a Casa Branca estará autorizada a aplicar as penalidades financeiras propostas pela agência comercial dos Estados Unidos.



