Dólar recua a R$ 5,24 e Ibovespa reage com alta após Trump dizer que vai adiar ataques ao Irã
Mercados globais respiram alívio com sinal de descompressão nas tensões no Oriente Médio; volatilidade, porém, ainda é esperada
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira (23) depois de declarações do presidente dos Estados Unidos que indicaram um recuo temporário nas hostilidades entre EUA e Irã. O dólar comercial terminou vendido a R$ 5,24, com queda de R$ 0,068 (-1,29%). Na mínima do dia, por volta do meio-dia, a cotação chegou a R$ 5,21.
Mercado cambial
A redução da aversão ao risco levou investidores a desmontarem posições defensivas, favorecendo moedas emergentes como o real. Apesar da forte queda nesta sessão, o dólar acumula alta de 2,08% em março; no ano, a divisa ainda registra recuo de 4,52% frente ao real. O movimento refletiu tanto a melhora no sentimento global quanto a rotação de carteiras em busca de ativos mais arriscados.
Rally na bolsa e comportamento setorial
Na B3, o índice Ibovespa teve recuperação após um pregão fraco na sexta-feira: depois de cair 2,25 no dia 20, o índice subiu 2,25% nesta segunda-feira, fechando a 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38, o indicador aproximou-se dos 183 mil pontos. A alta foi liderada por ações de bancos e empresas ligadas ao consumo doméstico; papéis da Petrobras subiram de forma mais moderada, pressionados pela forte queda do petróleo no mercado internacional.
Queda do petróleo
O preço do barril de Brent registrou recuo acentuado, com queda de 10,9%, fechando a US$ 99,94 — abaixo da barreira de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16. A descompressão nos preços veio depois de sinais de que um acordo entre países pode reduzir as hostilidades na região. Além disso, a passagem de dois petroleiros indianos pelo Estreito de Ormuz contribuiu para diminuir temporariamente as preocupações sobre bloqueios no tráfego marítimo.
Riscos continuam
Apesar do alívio momentâneo nas praças financeiras, analistas alertam que o cenário segue incerto. Autoridades iranianas negaram negociações e os relatos sobre movimentações militares e restrições operacionais em aeroportos na região mantêm a possibilidade de novos choques de volatilidade. Especialistas destacam que a evolução das negociações e de ações militares continuará a determinar o humor dos mercados nas próximas sessões.
Informações iniciais e declarações citadas foram repercutidas por agências internacionais, entre elas a Reuters.





