Por que a Petrobras suspendeu o leilão de diesel e gasolina e garante entregar todo o combustível produzido nas refinarias
Empresa diz ter adiantado parte das entregas e reavaliará estoques diante da volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio; ANP pede informações sobre importações
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (18) que a suspensão do leilão de diesel e gasolina está ligada à necessidade de reavaliar os estoques da companhia. Segundo ela, o cenário internacional de petróleo e derivados está marcado por incertezas devido ao conflito no Oriente Médio, o que exige cautela.
Motivo da suspensão
Chambriard explicou que o leilão foi paralisado inicialmente para permitir uma revisão completa do estoque disponível. A decisão visa evitar riscos que possam penalizar a sociedade diante da alta volatilidade dos preços no mercado internacional.
Entregas antecipadas
Segundo a presidente, a Petrobras adiantou entre 10% e 15% das entregas de combustíveis. "Mas as condições não permitiam mais que fizéssemos isso, sob risco de penalizar novamente a sociedade, que a gente procura resguardar das ansiedades e da volatilidade do mercado internacional", disse Chambriard.
Solicitação da ANP
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que, após a notificação, a Petrobras deve detalhar importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, datas de chegada, nomes dos navios e outras informações que aumentem a previsibilidade do setor.
Impacto no abastecimento
A ANP acrescentou que, até o momento, não identifica restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico, considerando as fontes usuais de suprimento do país e as importações. A Petrobras, por sua vez, reforça o compromisso de entregar todo o combustível produzido em suas refinarias enquanto ajusta a estratégia de oferta diante das incertezas externas.





