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Indústria, comércio e sindicatos cobram corte mais forte da Selic após Copom reduzir para 14,75%: entenda por que setores dizem que medida é insuficiente

Colatina em Ação por Colatina em Ação
18 de março de 2026
Em Economia
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Indústria, comércio e sindicatos cobram corte mais forte da Selic após Copom reduzir para 14,75%: entenda por que setores dizem que medida é insuficiente
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Indústria, comércio e sindicatos cobram corte mais forte da Selic após Copom reduzir para 14,75%: entenda por que setores dizem que medida é insuficiente

Entidades destacam que corte de 0,25 ponto percentual é bem-vindo, mas insuficiente para reverter fraco crescimento e aliviar endividamento das famílias

Reação da indústria

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, foi considerada correta por setores produtivos, mas insuficiente para romper os principais entraves ao crescimento. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o corte não vai interromper a desaceleração da atividade, destravar investimentos nem aliviar o endividamento das famílias.

Segundo a entidade, indicadores recentes mostram desaceleração da inflação acumulada em 12 meses e projeções dentro da meta, enquanto a taxa de juros real segue elevada, acima do nível neutro. ‘Essa cautela do Banco Central ainda é excessiva e seguirá penalizando ainda mais nossa economia’, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Comércio e o efeito do cenário internacional

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) reconhece o início do ciclo de redução, mas destaca que incertezas internas e externas limitaram a intensidade do corte. A entidade aponta que a inflação de serviços segue pressionada e que a alta do petróleo no mercado internacional tende a dificultar cortes mais acelerados.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vê posição prudente do Banco Central diante do ambiente global mais volátil. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel elevou o preço do petróleo e ampliou riscos inflacionários, o que pesa nas decisões do Copom.

Críticas sindicais

Do lado dos trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e o Dieese consideram a redução insuficiente para aliviar o peso das dívidas. ‘A medida anunciada é insuficiente para reverter esse quadro’, afirma Gustavo Cavarzan, economista do Dieese, em nota da Contraf-CUT.

A Força Sindical avalia que o Banco Central acertou em iniciar o corte, mas errou na intensidade: na avaliação da entidade, manter a Selic em patamares elevados prejudica negociações salariais e a recuperação do consumo e do emprego.

# # #

Perspectivas e risco: ritmo dos cortes será determinante

Há consenso entre indústria, comércio e trabalhadores de que o ritmo das próximas decisões será decisivo. Para esses segmentos, uma redução mais intensa dos juros é vista como essencial para reativar o crescimento, estimular investimentos e diminuir o peso do endividamento das famílias. Ao mesmo tempo, as incertezas globais e a pressão sobre os preços de energia e serviços mantêm o Banco Central em postura cautelosa.

Em resumo, o corte de 0,25 ponto foi recebido como um primeiro passo, mas não basta para as principais demandas do setor produtivo e das categorias trabalhistas. O mercado agora passa a acompanhar sinais econômicos e a evolução dos riscos internacionais para avaliar se o ciclo de afrouxamento monetário ganhará intensidade.

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