Previdência e BNDES articulam inclusão de critérios ESG na gestão de fundos de pensão para ampliar financiamento da transição ecológica
Iniciativa informativa e sem caráter regulatório vai capacitar gestores de fundos que hoje administram mais de R$ 1 trilhão, seguindo diretriz da Resolução CMN nº 5.202/2025
O Ministério da Previdência, em parceria com o BNDES, lançará uma ação voltada à incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) na gestão de fundos de pensão. A iniciativa será conduzida pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e tem foco em capacitação técnica.
Escopo e objetivo
O objetivo é ampliar o conhecimento técnico dos gestores de fundos de previdência complementar, oferecendo orientações sobre como avaliar riscos e oportunidades relacionados a critérios ESG, sem impor mudanças obrigatórias às entidades.
Caráter não regulatório e autonomia
A cooperação terá caráter informativo e orientativo: não cria novas normas e preserva a autonomia das entidades na gestão de suas carteiras de investimento. A participação das entidades será voluntária.
Impacto esperado
Os fundos de pensão brasileiros administram hoje mais de R$ 1 trilhão em ativos. Aproximar esses recursos a projetos ligados à transição ecológica é visto pelo governo como uma forma estratégica de ampliar o financiamento de longo prazo da economia.
Alinhamento regulatório
A iniciativa também se alinha à Resolução CMN nº 5.202/2025, que orienta a inclusão de fatores ESG na análise de riscos dos investimentos realizados por fundos de previdência complementar, reforçando a tendência de integrar sustentabilidade e gestão de risco no setor.





