Mobilização em Massa na Zona Oeste
A zona oeste de São Paulo foi palco de um grande protesto na tarde desta quarta-feira (20), reunindo cerca de 10 mil estudantes, segundo a organização. A manifestação, convocada pelos diretórios acadêmicos da USP, Unesp e Unicamp, partiu do Largo da Batata, em Pinheiros, e seguiu em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no Morumbi. O ato teve como principal bandeira a crítica à precarização do ensino e às privatizações implementadas pelo governo estadual.
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Demandas Estudantis e Paralisações
Os estudantes da USP, que já estão em greve há aproximadamente um mês, formavam a maioria dos presentes. A marcha contou também com o apoio de entidades sindicais, especialmente de trabalhadores da educação, e a participação de centenas de alunos da Unesp e Unicamp, que também têm realizado paralisações recentes. As principais reivindicações incluíam a destinação de mais recursos para a permanência estudantil, a qualificação do trabalho nas instituições acadêmicas, a contratação de mais professores e a implementação de políticas de moradia e alimentação para os estudantes.
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Relatos de Fiscalização e Posicionamentos Oficiais
Representantes da Unesp e Unicamp relataram incidentes de fiscalização excessiva por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos ônibus que transportavam estudantes para a capital. A PRF não se pronunciou sobre o ocorrido. A Polícia Militar, por sua vez, informou que acompanhou o ato, garantindo a segurança e a ordem pública, sem registrar ocorrências. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo afirmou que está acompanhando a situação e dialogando com as reitorias das universidades estaduais, colocando-se à disposição para auxiliar na busca por soluções. A pasta destacou um aumento de 28,9% nos repasses às instituições desde 2023, totalizando mais de R$ 64,3 bilhões.
Continuidade do Protesto sem Conflitos
A manifestação estava prevista para continuar até por volta das 20h, sem relatos de conflitos. O ato demonstra a insatisfação estudantil com as atuais políticas educacionais e a busca por melhores condições de ensino e permanência nas universidades públicas paulistas.





