O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do GAECO-Norte e da Promotoria de Justiça de Colatina, ofereceu denúncia contra cinco pessoas investigadas na Operação Dublê. Entre os denunciados estão três policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos de Vitória, um empresário de Colatina e um intermediário de Teixeira de Freitas, na Bahia.
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A investigação, iniciada para desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o sistema securitário e a fé pública, detalha um esquema estruturado de adulteração de veículos e fraudes documentais. Segundo o MPES, o grupo atuava na remarcação de chassis, inserção de dados falsos em sistemas policiais e registro fraudulento de ocorrências de furto e roubo.
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Dinâmica do esquema e participação de agentes públicos
De acordo com a denúncia, a organização buscava obter indenizações indevidas de seguradoras e reinserir veículos adulterados no mercado. O papel dos policiais civis era estratégico: utilizavam-se de seus cargos para conferir aparência de legalidade às ações ilícitas, suprimindo registros oficiais e viabilizando o recebimento dos seguros.
No núcleo comercial, o empresário de Colatina, proprietário de uma revenda de veículos, operava em conjunto com um dos policiais para registrar falsos boletins de ocorrência. Já o investigado da Bahia atuava como o principal fornecedor, realizando a montagem e remontagem de automóveis utilizando documentos de veículos sinistrados para “esquentar” bens de origem criminosa.
Medidas Judiciais
Diante das provas apresentadas, o Juízo da 3ª Vara Criminal de Colatina acatou os pedidos do Ministério Público, determinando:
Afastamento imediato dos policiais civis de suas funções públicas.
Levantamento do sigilo dos autos, permitindo o acesso público às informações do processo.
Os réus responderão por crimes que incluem corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, receptação, adulteração de sinal identificador e fraude para recebimento de indenização.




