A diversão acabou para quem confunde arquibancada com ringue de luta. Na tarde desta terça-feira (10), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) deu um “cartão vermelho” definitivo para três torcedores de uma organizada da Grande Vitória. O trio foi indiciado por protagonizar cenas de violência e tumulto que mancharam o Campeonato Capixaba.
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Os episódios que motivaram a ação policial parecem roteiro de filme de confusão, mas as consequências são bem reais. Dois deles foram identificados após uma tentativa de invasão ao vestiário dos atletas. O terceiro responderá por uma briga generalizada em Cariacica que aterrorizou quem só queria acompanhar o time do coração.
Sem impunidade no “Tapetão” da Justiça
O delegado Everton Fernandes foi direto ao ponto: os inquéritos já estão nas mãos do Juizado Especial Criminal. “Não podemos deixar que eles sintam essa sensação de impunidade”, disparou. Agora, os infratores serão enquadrados na Lei Geral do Esporte, que prevê punições rigorosas para quem transforma o estádio em campo de batalha.
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Big Brother nos Estádios?
Enquanto a Polícia Civil agia de um lado, a cúpula da Segurança Pública (Sesp) se reunia do outro para traçar um plano de guerra contra o vandalismo. O recado é claro: o cerco vai apertar. Entre as medidas discutidas com a Federação de Futebol (FES) e clubes, destacam-se:
Cadastro Obrigatório: Membros de organizadas terão que ser identificados para entrar nos jogos.
Mão de Ferro: Reforço policial ostensivo em dias de clássicos.
Alta Tecnologia: A cereja do bolo será o estudo para implantar reconhecimento facial nos estádios capixabas.
Como disse o subsecretário Guilherme Pacífico, o foco é proteger o torcedor de verdade e banir os criminosos. Se você frequenta o estádio para torcer, a notícia é boa; se vai para brigar, o próximo “clique” pode ser da sua foto na delegacia.




