Investigação em Andamento
A Polícia Federal (PF) está investigando repasses de dinheiro feitos por uma empresa associada a um fundo do Banco Master a repasses para o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A empresa em questão, Maridt, participou do empreendimento de resort Tayayá e está registrada em nome de dois irmãos do ministro. Toffoli declarou que os repasses ocorreram devido à sua sociedade na empresa junto a outros familiares.
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Vínculo Financeiro e Participação no Resort
Uma das frentes de apuração da PF foca em possíveis transferências financeiras após a venda da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá para o fundo Arleen. Este fundo faz parte de uma estrutura ligada ao Banco Master. Segundo reportagens, os irmãos de Toffoli e um primo do ministro dividiram o controle do resort, localizado no Paraná, com o fundo Arleen entre 2021 e 2025. O fundo Arleen ingressou na sociedade em 2021, adquirindo cotas de empresas dos familiares. A investigação sugere um possível vínculo financeiro entre o resort e o ministro, que é frequentador assíduo do local e possui uma casa no empreendimento.
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Conversas e Pedido de Suspeição
Adicionalmente, a PF encontrou conversas entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no celular deste último. Essa descoberta intensifica as apurações, especialmente após Toffoli ter afirmado em conversas reservadas que não mantinha contato com Vorcaro. O material apreendido pela PF, incluindo essas conversas, foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, com pedido de abertura de novas investigações envolvendo o ministro. A PF também apontou elementos que poderiam fundamentar um pedido de suspeição de Toffoli na relatoria do caso, um pedido que o ministro contesta, alegando que a instituição não tem legitimidade para tal requerimento.
Reações e Próximos Passos
A defesa de Daniel Vorcaro expressou preocupação com o vazamento seletivo de informações, alegando que isso gera constrangimentos e prejudica o direito de defesa. No STF, há discussões sobre a prerrogativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a pedidos de suspeição, embora Fachin tenha notificado Toffoli para se manifestar. Paralelamente, as investigações sobre o Banco Master também indicam possível envolvimento de outros políticos com foro privilegiado, cujas apurações deverão tramitar no STF.





