No Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, histórias de superação e humanização se entrelaçam no dia a dia. Na última semana, um desses momentos tocantes emocionou a equipe da Maternidade de Alto Risco. Mariane Rosalvo Emídio, de 23 anos, finalmente pôde conhecer sua filha, Emanuelle, após uma separação inesperada durante o parto. O reencontro, organizado pela equipe multidisciplinar do hospital, foi um marco de esperança e cuidado humanizado.
Gestação tranquila, mas com desafios inesperados
A gestação de Mariane transcorreu sem complicações, com acompanhamento pré-natal adequado. Porém, exames de ultrassom identificaram uma má-formação no bebê, exigindo um parto especializado. No dia 8 de fevereiro, Emanuelle veio ao mundo, mas foi encaminhada imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Mariane, por sua vez, apresentou complicações respiratórias e precisou ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A separação repentina entre mãe e filha trouxe angústia e tristeza à mãe de primeira viagem, que não pôde segurar a filha logo após o nascimento.
A dor da separação e a mobilização da equipe
“A impossibilidade desse primeiro contato foi muito dolorosa para Mariane. Sabíamos que precisávamos agir para aliviar seu sofrimento”, contou a psicóloga Isabella Dellunardo. Com o apoio da equipe de enfermagem e a liberação médica, um plano foi colocado em prática: Mariane foi levada até a UTIN para conhecer Emanuelle. O encontro, repleto de emoção, trouxe alívio e renovou as esperanças da jovem mãe.
O primeiro contato: um momento de esperança
“Esse momento foi crucial para o bem-estar emocional dela. Ver e tocar a filha pela primeira vez teve um impacto profundamente positivo em sua recuperação”, explicou Isabella. Mariane, que até então vivia um misto de preocupação e saudade, pôde finalmente sentir a proximidade da filha, um gesto que transformou dor em esperança.
Alta da mãe e a espera pelo lar
Dois dias depois, no dia 10 de fevereiro, Mariane recebeu alta e agora acompanha de perto a evolução de Emanuelle, que segue sob cuidados na UTIN. A ansiedade para levar a filha para casa é grande, mas a gratidão pela equipe que cuidou de ambas é ainda maior. “Estou feliz por saber que minha filha está em boas mãos. Meu coração está mais tranquilo, mas mal posso esperar para tê-la comigo. A equipe do hospital foi incrível, são anjos que nos deram uma segunda chance”, desabafou Mariane.
Humanização como prioridade
A iniciativa do Hospital Dr. Jayme Santos Neves vai além dos protocolos médicos. É um exemplo de como a humanização no atendimento pode transformar vidas. “São os pequenos gestos que fazem a diferença. Proporcionar conforto e acolhimento em momentos delicados é parte essencial do nosso trabalho”, destacou o diretor-geral do hospital, Dr. Joubert Andrade da Silva.
Uma história de resiliência e cuidado
A história de Mariane e Emanuelle é um testemunho de resiliência e cuidado. Mostra que, mesmo diante de desafios, a empatia e a dedicação da equipe podem transformar experiências difíceis em momentos de esperança e renovação. No Hospital Dr. Jayme Santos Neves, a humanização não é apenas uma palavra, mas uma prática que salva vidas e reconforta corações.
Quer receber nossas notícias 100% gratuitas pelo WhatsApp? Clique aqui e participe do nosso grupo de notícias!





