Conheça os 4 tipos de alopecia e a importância de identificá-las corretamente - Foto: Reprodução
Saúde

Conheça os 4 tipos de alopecia e a importância de identificá-las corretamente

Conheça quais são os tipos mais comuns de alopecia – incluindo a que acomete a apresentadora Jada Pinkett Smith – e veja opções de tratamento

Colatina em Ação – 27 de abril de 2022

Conheça os 4 tipos de alopecia e a importância de identificá-las corretamente – Foto: Reprodução

A alopecia consiste em uma condição que acomete os folículos pilosos causando a queda de cabelo, que pode ser temporária ou definitiva de acordo com o tipo e gravidade da ocorrência.

Compreender como é a manifestação de cada tipo de alopecia é fundamental para buscar a orientação médica especializada e aumentar as chances de efetividade do tratamento.

Quais os principais tipos de alopecia?

As causas de cada tipo de alopecia diferem, podendo ocorrer devido a condições genéticas, autoimunes, inflamatórias e outras.

Inicialmente, entretanto, é importante distinguir a alopecia do eflúvio telógeno, uma condição que também causa queda de cabelo, mas costuma ser temporária e pode ser revertida espontaneamente.

As causas mais comuns de eflúvio telógeno incluem déficit nutricional, mudanças hormonais, estresse, medicamentos, infecções e outras.

Já a alopecia tem causas, por vezes, menos explícitas e relacionadas a questões de maior complexidade, como o sistema imune.

Alopecia androgenética

O tipo mais comum é a alopecia androgenética, que acomete quase metade dos homens em algum momento da vida, especialmente considerando o público acima de 50 anos.

A alopecia androgenética tem origem hereditária e leva à perda de cabelos em homens e mulheres. O processo inicia-se com a miniaturização dos fios – afinamento da haste capilar – até que haja a atrofia total do folículo piloso e o cabelo pare de nascer.

Esse processo de perda progressiva de cabelo deve-se à ação da testosterona no organismo. 

No público masculino, o processo resulta no formato tradicional de calvície, com queda de cabelo na região do topo do couro cabeludo, formando a chamada “coroa” e as “entradas”.

Nas mulheres, a alopecia androgenética costuma se intensificar após a menopausa, mas pode ocorrer em qualquer idade após a primeira menstruação.

O alopecia feminina costuma ter evolução mais lenta e difusa do que nos homens.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune que acomete entre 1 e 2% da população geral.

Nesse tipo de alopecia, as células do sistema de defesa do organismo atacam erroneamente células saudáveis, nesse caso, os próprios folículos pilosos.

A alopecia areata tornou-se mais conhecida após o Oscar 2022, quando a condição da apresentadora Jada Pinkett Smith levou ao desentendimento entre o esposo, Will Smith, e o comediante Chris Rock.

Jada já havia falado em ocasiões anteriores sobre sua luta contra a alopecia areata e a decisão de aceitar a condição que motivou raspar a cabeça uma vez que os tratamentos já não apresentavam resultados.

Não se sabe ao certo quais fatores desencadeiam esse tipo de alopecia, mas estima-se que haja relação com fatores genéticos, imunológicos e emocionais.

O tratamento da alopecia areata é feito, frequentemente, com medicamentos tópicos ou aplicações locais, sendo que boa parte dos casos a condição regride espontaneamente.

A alopecia areata se manifesta pelo surgimento de falhas circulares no couro cabeludo, sem sinais de cicatrizes.

Alopecia por tração

A alopecia por tração é um tipo de perda de cabelo secundária à tensão provocada por penteados apertados ou apliques.

Alguns penteados específicos, como rabo de cavalo, tranças tipo boxer braids, mega hair, rastafari e dreads são os mais comumente associados à alopecia. Ela também ocorre com mais frequência em algumas profissões, como bailarinas, atletas e atrizes.

A alopecia de tração pode resultar na perda permanente de cabelo se além da queda, houver formação de tecido fibroso no lugar do folículo piloso.

Alopecia cicatricial

A alopecia cicatricial é um resultado final de uma série de doenças e condições. A própria alopecia de tração pode evoluir para uma alopecia cicatricial.

Além dela, traumas, queimaduras e alguns processos infecciosos ou inflamatórios também pode evoluir com alopecia cicatricial.

Nas doenças inflamatórias do couro, o processo acomete o folículo piloso formando tecido fibroso no local, fazendo com que o cabelo não volte a crescer mais.

Entre as doenças mais comuns de alopecia cicatricial estão lúpus eritematoso discóide, líquen plano pilar e foliculites.

Entre os sinais de inflamação no couro cabeludo destacam-se vermelhidão, descamação, coceira, ardência e sensibilidade.

Como os sinais e sintomas são semelhantes aos de outras dermatites, é fundamenta buscar um especialista para ajudar na diferenciação.

Mesmo porque, quanto mais se atrasa para se fazer o seu diagnóstico e tratamento, mais cabelo se perde de forma definitiva na alopecia cicatricial.

Qual a importância do diagnóstico correto de alopecia?

Conhecer e saber identificar a manifestação de cada tipo de alopecia é fundamental para buscar ajuda médica precoce, recebendo o diagnóstico correto da condição e também o tratamento apropriado.

Mesmo que as causas da alopecia não sejam completamente conhecidas e que por vezes a condição não responda da forma desejada ao tratamento, como ocorre no caso de Jada Smith, o diagnóstico precoce é sempre favorável ao tratamento, aumentando as chances de sucesso.

A alopecia androgenética, por exemplo, é uma condição com evolução lenta e que tem boas chances de controle quando o tratamento é iniciado precocemente, com abordagens terapêuticas que incluem tecnologias e medicamentos orais e tópicos.

Portanto, se você notar queda de cabelo ou rarefação capilar, procure um especialista para identificar o tipo de alopecia e, assim, recomendar o tratamento mais adequado.

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