Reajuste Anual Definido pela ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que o reajuste máximo para planos de saúde individuais em 2025 será de 5,11%. Este percentual, abaixo da inflação oficial registrada nos últimos 12 meses, reflete uma estratégia da agência para buscar o equilíbrio entre a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da ANS e aguarda publicação no Diário Oficial da União.
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Como Funciona o Reajuste e Quando Aplicar
O teto de 5,11% se aplica a planos de saúde individuais contratados a partir de 1º de janeiro de 1999. A aplicação do aumento só pode ocorrer no mês de aniversário do contrato, ou seja, na data em que o plano foi originalmente contratado. Para contratos com aniversário em maio e junho, a ANS flexibilizou que a cobrança possa iniciar em julho ou, no máximo, em agosto, com o valor retroagindo ao mês de aniversário.
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Metodologia de Cálculo: Além da Inflação Geral
A ANS esclarece que o cálculo do reajuste dos planos de saúde não se baseia apenas na inflação geral (IPCA), que em maio registrou 4,64% em 12 meses. A metodologia utilizada pela agência considera dois índices principais: o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), com peso de 80%, e a inflação oficial (IPCA), com peso de 20%. O IVDA leva em conta a frequência de utilização dos serviços de saúde, os custos com equipamentos e insumos médicos, além de ganhos de eficiência das operadoras.
O Que Mais Pode Impactar o Valor do Plano
É importante notar que, além do reajuste anual contratual, os planos de saúde, tanto individuais quanto empresariais, podem sofrer aumentos por variação de faixa etária. Esse tipo de aumento é aplicado anualmente no mês de aniversário do cliente, em idades específicas pré-determinadas, como, por exemplo, aos 59 anos. Para planos empresariais e coletivos, os reajustes são definidos por livre negociação entre a empresa contratante e a operadora, e a ANS divulgou recentemente que esses planos tiveram uma variação média de 9,9% no início de 2026, a menor alta em cinco anos.





