Empresas Agora Devem Monitorar Riscos Psicossociais
A partir de 2024, uma nova regulamentação, a NR-1, impõe às empresas a obrigação de identificar e gerenciar os fatores de risco psicossocial no ambiente de trabalho. Até então, as normas focavam em perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Agora, aspectos como sobrecarga de trabalho, assédio, estresse, esgotamento e até o agravamento de condições como DORT e depressão decorrentes do trabalho devem ser considerados no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
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O Que São Riscos Psicossociais e Como São Geridos?
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o gerenciamento de riscos psicossociais abrange os elementos da organização do trabalho que podem gerar impactos psicológicos, físicos e sociais. O objetivo não é diagnosticar sintomas individuais dos trabalhadores, mas sim monitorar e controlar as condições laborais que podem afetar a saúde mental. O MTE enfatiza que, para essa gestão, as empresas devem também observar a NR-17, que trata da ergonomia, garantindo uma abordagem mais completa.
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Responsabilidade Compartilhada para um Ambiente Mais Saudável
Ricardo Beça, diretor científico da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), destaca que as empresas precisam atentar para a organização do trabalho ao implementar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Isso inclui evitar pressões excessivas, metas incompatíveis, jornadas mal organizadas, assédio e falhas de comunicação. Beça ressalta que a saúde mental no trabalho é uma responsabilidade compartilhada: o trabalhador deve buscar ajuda quando necessário, e a organização deve ativamente identificar e controlar os riscos que podem levar ao adoecimento.
Aumento de Afastamentos por Transtornos Mentais Alerta para Necessidade de Prevenção
O Ministério do Trabalho e Emprego reconhece a saúde mental como uma questão crucial, evidenciando a importância de abordar os riscos psicossociais para prevenir o adoecimento. Os dados da Previdência Social revelam um cenário preocupante: em 2025, foram concedidos 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior. Os transtornos ansiosos e os episódios depressivos lideram as causas de afastamento, seguidos por reações ao estresse grave e transtornos de adaptação. A Anamt aponta que esses afastamentos prolongados têm gerado impactos financeiros severos, reforçando a urgência das novas medidas preventivas.





