Nova Esperança Contra Rejeição de Transplante
Uma nova fronteira no tratamento de complicações pós-transplante de medula óssea está sendo aberta no Brasil com o desenvolvimento da terapia MesenCell. A pesquisa, liderada por Carmen Kuniyoshi Rebelatto, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), utiliza células-tronco mesenquimais para combater a Doença do Enxerto Contra Hospedeiro (DECH), uma das reações mais temidas e difíceis de controlar após o procedimento.
Veja também:
- Cabos de celular: o jeito certo de enrolar e cuidar para que durem mais, segundo especialistas
- Novo Desenrola Brasil: Use até R$ 1 Mil do FGTS para Quitar Dívidas a Partir de Hoje
MesenCell: Atuando na Raiz do Problema
Ao contrário do tratamento tradicional com corticosteroides, que muitas vezes falha ou exige doses mais agressivas e com toxicidade elevada, o MesenCell atua diretamente na origem da inflamação. As células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea de doadores e processadas em laboratório, têm a capacidade de modular o sistema imunológico. Elas agem diminuindo a proliferação das células T e B, principais responsáveis pelo ataque ao corpo do receptor, além de liberarem fatores que reduzem a inflamação.
> Quer receber as principais notícias do Colatina em Ação no WhatsApp? Clique aqui e entre na nossa comunidade!
Resultados Promissores em Estudo Piloto
Um estudo-piloto com 11 pacientes portadores de DECH crônica já demonstrou o potencial da terapia. Metade dos participantes apresentou remissão completa da doença. Além disso, houve melhora significativa em sintomas gastrointestinais (75%) e de pele (100%), incluindo a reversão de quadros de esclerodermia, uma condição que endurece a pele e limita a mobilidade do paciente.
Próximos Passos e Disponibilidade
A próxima fase de testes clínicos, com 20 pacientes, iniciará em setembro em três centros de referência no Paraná: Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Erasto Gaertner e Hospital Nossa Senhora das Graças. A pesquisa conta com financiamento da Finep e do CNPq, e a expectativa é que, após a validação, uma parceria com a indústria farmacêutica possa viabilizar a produção em larga escala do MesenCell, tornando-o acessível a um maior número de pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais ou cujos riscos de toxicidade são elevados.





