Migração de recursos para bancos maiores
O dinheiro devolvido a clientes do conglomerado Master, após a liquidação extrajudicial das instituições do grupo, foi majoritariamente direcionado para bancos de maior porte. A informação foi divulgada pelo Banco Central (BC) em seu Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank entre janeiro e fevereiro deste ano. Desse montante, 55,1% foram aplicados em títulos emitidos por outras instituições financeiras.
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Impacto limitado no Sistema Financeiro Nacional
Segundo o BC, o episódio não causou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a movimentação dos recursos foi monitorada de perto, mas o conglomerado Master representava apenas cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, também minimizou o risco, comparando a situação a um “banco S3” que não oferece perigo sistêmico.
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Sistema financeiro nacional se mantém sólido
O relatório do Banco Central reitera que o sistema financeiro brasileiro permanece sólido, mesmo diante de um cenário de juros elevados e aumento da inadimplência. Os testes de estresse indicam que os bancos possuem capacidade de resistência em cenários adversos, com capitalização e liquidez consideradas confortáveis. A rentabilidade das instituições financeiras se manteve praticamente estável no período.
Crédito desacelera e Pix ganha espaço
O documento também aponta uma desaceleração no ritmo de concessão de crédito, tanto para famílias quanto para empresas, em 2025. Houve um aumento no comprometimento da renda e na inadimplência para pessoas físicas. Apesar disso, os bancos mantêm provisões adequadas para perdas. Em contrapartida, o Pix continuou sua expansão, respondendo por 29% das transações no varejo no segundo semestre de 2025.





