Do CLT ao Negócio Próprio: Empreendedoras Encontram Sucesso na Organização Profissional
O mercado de personal organizers no Brasil tem se consolidado como uma promissora fonte de renda, com profissionais alcançando faturamentos mensais de até R$ 20 mil. A atividade, que surgiu nos Estados Unidos nos anos 1980 e chegou ao país há cerca de 15 anos, ganhou força especialmente durante a pandemia, impulsionada pela necessidade de otimizar espaços e rotinas em casa. Muitas mulheres, antes presas à rotina corporativa, encontram nessa profissão uma oportunidade de empreender e, em muitos casos, de obter ganhos superiores aos que tinham com carteira assinada.
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Cora Fernandes, 38 anos, é um exemplo. Após anos no mercado corporativo, ela migrou para a organização profissional e hoje fatura cerca de R$ 15 mil em períodos de alta demanda. Sua trajetória inclui atendimentos a celebridades e a expansão para áreas como marketing e produção de conteúdo. Josilene Maria Martins, com 11 anos de experiência, diversificou sua atuação com cursos, mentorias e venda de produtos, chegando a um faturamento mensal de R$ 20 mil. Isabela Sekulic, que iniciou na pandemia, construiu sua marca com o método de organização por cores e hoje fatura R$ 10 mil apenas com projetos, somando ganhos com cursos e venda de produtos.
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Profissão em Crescimento, Mas Ainda Não Regulamentada
Apesar do crescimento acelerado e da inclusão na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) em 2022, a profissão de personal organizer ainda não é regulamentada. A Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP) busca desde 2019 a criação de um CNAE específico para a área. A atuação vai além da estética, focando na funcionalidade, bem-estar e personalização do ambiente, de acordo com a rotina e necessidades de cada cliente. O serviço abrange desde a organização de um único cômodo até imóveis inteiros, escritórios e projetos pós-mudança.
Formação Essencial e Diversificação de Serviços
Especialistas ressaltam a importância da formação profissional para quem deseja atuar como personal organizer. Embora não existam cursos técnicos ou universitários específicos, capacitações livres reconhecidas pelo MEC oferecem métodos, técnicas e processos essenciais para a atuação. O investimento inicial em cursos pode variar entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, mas o aprendizado contínuo com congressos, certificações e mentorias é fundamental para o crescimento na carreira. A diversificação de serviços, como consultorias online, criação de produtos e treinamentos, tem se mostrado uma estratégia eficaz para aumentar o faturamento e a visibilidade.
Mercado Ampliado e Acesso Facilitado
O perfil do cliente de personal organizer deixou de ser restrito à elite. Famílias com rotinas intensas, profissionais em home office, pessoas em transição de vida (mudanças, luto) e até empresas buscam esses serviços. A oferta de diferentes formatos de atendimento, como diárias, projetos completos e consultorias, democratizou o acesso. A demanda atinge picos entre novembro e dezembro, com a preparação para festas e férias, mas profissionais consolidadas mantêm agenda cheia durante todo o ano. A precificação varia conforme a complexidade do projeto, tempo, equipe e nível de dedicação, podendo ir de R$ 800 a R$ 100 mil em casos específicos.





