Mercado em Alerta com Fatores Externos e Domésticos
O dólar comercial atingiu o maior valor em um mês, fechando a sexta-feira (15) a R$ 5,067, em alta de 1,63%. A moeda americana chegou a flertar com os R$ 5,08 durante o pregão, refletindo um cenário de aversão global ao risco. No acumulado semanal, o dólar avançou 3,48%, apesar de apresentar queda de 7,70% em 2026. Paralelamente, a bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, encerrou o dia em baixa de 0,61%, nos 177.284 pontos, sob pressão de fatores externos e domésticos.
Pressões Internacionais Elevam o Custo da Moeda Americana
A valorização do dólar foi impulsionada por uma combinação de fatores internacionais. A guerra no Oriente Médio, com o aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos, elevou os preços do petróleo, que dispararam mais de 3%. O barril Brent fechou a US$ 109,26 e o WTI a US$ 105,42. Esse cenário de instabilidade geopolítica, somado à persistência da inflação global, aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, possa elevar as taxas de juros. A inflação ao produtor no Japão acelerou para 4,9% em abril, levando os juros dos títulos públicos japoneses de dez anos ao maior nível desde 1999, o que desestimula o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil, através de operações de carry trade.
Ruído Político Brasileiro Adiciona Cautela ao Mercado
No cenário doméstico, desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de novas reportagens sobre as relações do deputado cassado Eduardo Bolsonaro com o Banco Master, aumentaram a incerteza e a busca por proteção na moeda americana. Investidores demonstraram cautela em relação aos ativos brasileiros, o que contribuiu para a pressão sobre a bolsa.
Bolsa Brasileira Sente o Impacto Global e Doméstico
O Ibovespa operou em queda durante todo o pregão, refletindo o ambiente externo mais defensivo e as preocupações fiscais e políticas internas. Embora tenha reduzido parte das perdas no decorrer do dia, sustentado pelas ações da Petrobras, o índice não conseguiu evitar o fechamento no vermelho. Em Nova York, o índice S&P 500 também apresentou queda de 1,23%, evidenciando o receio do mercado com a possibilidade de juros mais altos por um período prolongado nos Estados Unidos.





