Desenrola Brasil avança com renegociações expressivas
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, anunciou que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas através do novo programa Desenrola Brasil. Lançado em maio, o programa visa auxiliar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociarem seus débitos, limparem o nome e recuperarem o acesso ao crédito. A iniciativa, com duração de 90 dias, oferece descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de utilizar o saldo do FGTS para abater dívidas, embora o uso do fundo ainda esteja em fase de implementação para esta finalidade, com previsão de início em breve.
Veja também: Vídeo | Motorista é preso com carregamento de armas e drogas vindo do RJ para o ES
Investimento em tecnologia e segurança cibernética
Em resposta a ataques cibernéticos que causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões ao aplicativo Caixa Tem no ano passado, o banco está intensificando seus investimentos em tecnologia. Para 2024, a expectativa é de que esses investimentos alcancem R$ 5,9 bilhões. Segundo Vieira, as medidas adotadas têm sido eficazes, resultando em “praticamente zero de ataques no Caixa Tem” atualmente.
> Quer receber as principais notícias do Colatina em Ação no WhatsApp? Clique aqui e entre na nossa comunidade!
Lucro trimestral em queda e foco na inadimplência
No primeiro trimestre do ano, a Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, o que representa uma queda de 34,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi impactado pelo aumento significativo nas provisões para perdas com crédito, que mais que dobraram devido às novas regras regulatórias do Banco Central para cobertura de risco de inadimplência. Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito do banco cresceu, impulsionada principalmente pelo segmento de financiamento imobiliário, onde a Caixa mantém a liderança nacional, com a carteira totalizando R$ 1,4 trilhão.
Cautela com o setor do agronegócio
A inadimplência geral encerrou o trimestre em 3,71%. Embora a Caixa demonstre tranquilidade em relação às carteiras de crédito imobiliário e comercial, o setor do agronegócio ainda gera preocupação. Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa, indicou que há expectativa de impactos nas provisões relacionados ao agro ainda este ano. Apesar de o setor representar apenas 5% da carteira total do banco, o cenário econômico para os produtores rurais exige atenção, embora já se observe um arrefecimento no crescimento da inadimplência neste segmento.





