Anvisa reitera proibição de lotes de produtos Ypê
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada nesta sexta-feira (15), manter a suspensão da fabricação, distribuição e venda de lotes de produtos da marca Ypê que terminam com o número 1. A medida reestabelece a proibição que havia sido suspensa no início do mês, quando a empresa recorreu da decisão inicial.
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Motivo da suspensão: falhas críticas na produção
A interdição original, comunicada pela Anvisa no começo de maio, foi justificada por “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle. A agência ressaltou que a suspensão de decisões como essa ocorre automaticamente quando uma empresa apresenta recurso, o que permitiu, temporariamente, que os lotes contaminados pudessem ser comercializados, embora isso não tenha ocorrido.
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Recolhimento de produtos suspenso para análise
Na reunião extraordinária, a Anvisa votou parte da Resolução 1834, voltando a proibir a fabricação, venda e uso dos produtos Ypê com lotes finais 1. No entanto, a questão do recolhimento dos produtos que já estão no mercado foi suspensa. A agência aguardará a análise de uma proposta apresentada pela Ypê para decidir sobre a necessidade e os moldes do recolhimento.
Ypê se manifesta e garante segurança dos produtos
Em nota, a Ypê informou que seguirá atendendo os consumidores em seus canais oficiais para troca ou ressarcimento dos produtos adquiridos, em alinhamento com a Anvisa e com foco na satisfação do cliente. A empresa declarou que pretende apresentar testes de laboratórios independentes para comprovar a segurança dos lotes em circulação. A Ypê reitera que, segundo suas análises internas, os produtos são seguros e anunciou um investimento de R$ 130 milhões para adequação da produção.
Entenda o caso: bactéria Pseudomonas aeruginosa
A suspensão inicial, em 7 de maio, abrangeu detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes com lotes finais 1. O principal problema identificado pela Anvisa é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Este microrganismo é resistente a antibióticos e pode causar sérios problemas de saúde, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como infecções urinárias e respiratórias graves em indivíduos com doenças pulmonares crônicas ou submetidos a tratamentos com cateteres.





