A Justiça do Espírito Santo determinou que o empresário José Silvino Pinafo seja submetido a júri popular pela morte de sua então noiva, Bruna França Zocca, de 25 anos, natural de Baixo Guandu. O acidente ocorreu em julho de 2020, na Baía de Vitória, quando a lancha pilotada pelo empresário colidiu contra uma estrutura de atracação do Porto de Vitória. A decisão acolhe a denúncia do Ministério Público, que imputa ao réu o crime de homicídio com dolo eventual, além de duas tentativas de homicídio referentes aos demais passageiros feridos.
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O caso aconteceu na tarde de 25 de julho de 2020, nas proximidades da Ilha do Príncipe. De acordo com os autos, a embarcação “Diamante”, conduzida por Pinafo, navegava em alta velocidade e em local proibido para o tráfego de lanchas no momento da colisão. Exames e testemunhos indicaram que o empresário estava sob influência de álcool após uma confraternização. Bruna, que estava na proa da lancha, morreu no local devido ao impacto.
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A decisão de pronúncia para o Tribunal do Júri fundamenta-se na tese de que o condutor assumiu o risco de produzir o resultado morte ao operar o veículo marítimo de forma imprudente e sob efeito de bebida alcoólica. Além da vítima fatal, outras duas pessoas sofreram ferimentos graves na ocasião.

A defesa do empresário tem alegado que não houve intenção ou aceitação do risco (dolo), tratando o episódio como um trágico acidente culposo. No entanto, com a pronúncia, caberá ao conselho de sentença, formado por cidadãos comuns, decidir o futuro do réu. A data do julgamento ainda será definida pela 1ª Vara Criminal de Vitória.




