OMI propõe corredor humanitário no Estreito de Ormuz para evacuar 3.200 navios e 20 mil tripulantes
Organização Marítima Internacional quer negociações imediatas para retirar navios e marítimos retidos devido à insegurança na região
A Organização Marítima Internacional (OMI), ligada às Nações Unidas, anunciou a intenção de negociar a criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar navios e marítimos retidos no Golfo Pérsico. Ao final de uma sessão extraordinária do Conselho da OMI em Londres, o secretário-geral Arsenio Dominguez afirmou estar pronto para iniciar as negociações imediatamente.
O que a OMI propõe
Dominguez destacou a necessidade de um esforço coordenado para evacuar "todos os navios e marítimos retidos". A entidade calcula que cerca de 20 mil tripulantes estão a bordo de 3.200 embarcações impedidas de navegar pela insegurança no estreito, segundo informações da agência RTP.
Quem precisa cooperar
Para viabilizar o corredor humanitário, a OMI pediu "compreensão, empenho e, acima de tudo, ações concretas" de todos os países envolvidos, do setor marítimo e das agências relevantes da ONU. A proposta depende, portanto, de acordo diplomático e logístico entre múltiplos atores.
Posição de Europa e Japão e contexto político
Na quinta-feira (19), França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão publicaram uma declaração conjunta afirmando disposição para contribuir com esforços que garantam a passagem segura pelo Estreito de Ormuz. A declaração não detalha como seria a operação e surge após a recusa recente desses países em participar de iniciativas lideradas por Estados Unidos e Israel — atitude que gerou atritos diplomáticos.
Impacto econômico
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — em retaliação aos ataques norte-americanos e israelenses, segundo relatos — agrava o risco global: pelo corredor passa cerca de 20% do petróleo mundial, e o bloqueio já pressionou alta nos preços e volatilidade nos mercados financeiros. A OMI enfatiza que a prioridade é a segurança das pessoas e a normalização segura do tráfego marítimo na região.





