Jean-Noel Barrot em Tel Aviv: França alerta que não há fim próximo para a guerra no Oriente Médio e pressiona por cessar‑fogo e desarmamento do Hezbollah
Após encontros em Israel e no Líbano, ministro francês diz que escalada não tem solução óbvia a curto prazo, mas pede ação internacional para evitar mais violência
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, afirmou nesta sexta-feira (20) que não vê um término óbvio do conflito no Oriente Médio no curto prazo, ao deixar Tel Aviv depois de se reunir com o colega israelense Gideon Saar. Barrot ressaltou, porém, que essa realidade não pode servir de justificativa para a inação da comunidade internacional.
Alerta de mísseis interrompe coletiva
Durante a coletiva em Tel Aviv, sirenes soaram quando as forças israelenses relataram o lançamento de mísseis pelo Irã em direção ao território israelense. O alerta levou Barrot, sua equipe e a imprensa para um abrigo antiaéreo, ilustrando as tensões imediatas na região enquanto diplomatas tentam negociar recuos e acordos temporários.
Viagem ao Líbano e postura francesa sobre operação terrestre
Barrot esteve no Líbano na quinta-feira numa tentativa de reduzir a escalada e promover um cessar‑fogo. A França, que mantém laços históricos com Beirute, disse ter expressado reservas sobre uma possível operação terrestre israelense no sul do Líbano. O ministro destacou que cabe ao Exército libanês envidar esforços para desarmar o Hezbollah, conforme as exigências do governo libanês, mas reconheceu a complexidade política e militar da missão.
Negociações, propostas e resistências
Beirute ofereceu e convidou Israel a negociar diretamente, proposta considerada tardia e insuficiente por Israel, segundo autoridades. O presidente libanês, Joseph Aoun, disse estar disposto a negociações diretas, mas o Hezbollah rejeitou a iniciativa e prosseguiu nos combates. Paralelamente, Paris apresentou contrapropostas às ideias americanas para pôr fim ao conflito; diplomatas afirmam que Washington recebeu as propostas de forma morna e que Israel também as rejeitou. Barrot afirmou que França e aliados continuarão trabalhando para encontrar uma solução duradoura, mesmo sem uma saída imediata.





