Impasse na reforma da OMC em Yaoundé pode levar países a buscar acordos de livre comércio alternativos
Reunião de quatro dias em Camarões ocorre em momento de tensão geopolítica e econômica
O encontro ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Yaoundé, Camarões, tenta nesta semana definir um roteiro para reformar a instituição. Diplomatas e autoridades disseram à Reuters que, se não houver avanço prático, muitos membros poderão partir em busca de alternativas fora do organismo multilateral.
Riscos para o comércio global
A reunião acontece em meio a choques geopolíticos que afetam o fornecimento de energia e pressionam a economia mundial. Além disso, medidas protecionistas aplicadas por líderes como Donald Trump intensificaram tensões comerciais em anos recentes, questionando a relevância da OMC diante de negociações multilaterais paralisadas.
Divergências entre membros
A maioria dos países quer reforma, mas há divergência sobre o formato e o cronograma. Diplomatas e documentos internos indicam impasses que complicam a construção de um “plano A” dentro do sistema da OMC.
Alternativas fora da OMC
Autoridades alertam que o fracasso em Yaoundé pode levar economias dependentes do comércio a negociar acordos bilaterais ou blocos regionais. “Nosso ‘Plano A’ é conseguir a reforma dentro do sistema da OMC, mas há muitos obstáculos”, disse o ministro do Comércio da Suécia, Benjamin Dousa, observando que a União Europeia poderia seguir um caminho paralelo.
O que está em jogo em Yaoundé
Além das reformas institucionais, a incapacidade de retomar o mecanismo de solução de controvérsias, paralisado há cerca de seis anos, alimenta a busca por soluções alternativas. A reunião em Camarões será vista como teste sobre a viabilidade de manter o comércio global regido por regras multilaterais.





