Boulos: ‘Negociamos com os caminhoneiros’ e acusa Ipiranga, Raízen e Vibra de especulação que pressiona preço do diesel; pede que governadores zere m ICMS
Ministro diz que aumento decorre de especulação de distribuidoras e que governo federal já zerou PIS/Cofins para amenizar impacto
Acusações às distribuidoras
O ministro afirmou que o governo está em negociação com os caminhoneiros, mas atribuiu a alta recente do preço do diesel à “especulação de malandro, distribuidora e posto de gasolina malandro”. Segundo ele, a elevação que a Petrobras teve de fazer foi compensada pelo fim da cobrança do PIS e da Cofins, resultando em um efeito “zero a zero” no preço de base.
Quem estaria elevando o preço
Boulos nomeou as principais distribuidoras apontadas como responsáveis pelo aumento: “a dona Ipiranga, dona Raízen, dona Vibra são as três grandes distribuidoras que foram especular em cima da desgraça do povo”. A declaração reforça a crítica do governo à atuação do setor privado na formação do preço final ao consumidor.
Medidas do governo e cobrança aos governadores
O ministro lembrou que o governo federal “zerou o PIS e Cofins sobre o óleo diesel e sobre o petróleo” e que, apesar dessa medida, a subida do preço persiste por conta da atuação das distribuidoras. Por isso, afirmou que o Executivo negocia com governadores para que também suspendam a cobrança do ICMS, destacando que alguns mandatários estaduais — citando Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Romeu Zema — “se recusam a zerar o ICMS”.
Negociação com a categoria
Além das críticas às empresas e do apelo aos estados, o governo mantém diálogo com as lideranças dos caminhoneiros para evitar paralisações. Segundo o ministro, a mesa de negociação busca conciliar medidas federais com compromissos estaduais e ações do setor privado para reduzir o preço do diesel e prevenir impactos na cadeia de abastecimento.





