Lula questiona Banco Central por não cortar Selic: “esperava pelo menos 0,5%”
Presidente expressa insatisfação com decisão do BC, em meio a sinais mistos da inflação
Contexto da inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,7% em fevereiro, influenciado por despesas com educação. Mesmo assim, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
Reação do presidente
O presidente Lula questionou publicamente o Banco Central pela decisão de não reduzir a taxa Selic com mais intensidade: “esperava pelo menos 0,5%”, disse, cobrando medidas que, na visão do governo, poderiam estimular a atividade econômica.
Projeções e meta do CMN
O boletim Focus mostrou elevação da projeção de inflação para 2026, de 3,8% para 4,1%, atribuída ao conflito no Oriente Médio. A meta contínua do Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto, o que permite variações até 4,5%.
Impacto político e econômico
A divergência entre Palácio e BC acende debate sobre ritmo de redução da Selic e seus efeitos sobre crescimento e inflação. Analistas acompanham sinais dos preços e dos riscos externos para avaliar quando e quanto a autoridade monetária poderá flexibilizar a política.





