Alerta Sanitário
O sistema de vigilância sanitária do Brasil (VigiMed) registrou um total de seis mortes suspeitas e 145 casos de pancreatite associados ao uso de medicamentos injetáveis populares para emagrecimento, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Os dados abrangem o período de 2020 a 2025. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressalta, contudo, que o registro no sistema não comprova isoladamente uma relação causal direta entre os medicamentos e os eventos adversos.
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Expansão Global dos Casos
A preocupação com os efeitos colaterais dessas substâncias não é exclusiva do Brasil. No Reino Unido, foram notificadas 1.296 ocorrências de pancreatite ligadas ao uso de canetas emagrecedoras, como o Mounjaro, entre 2007 e outubro de 2025, com 19 óbitos confirmados até fevereiro de 2025. A soma dos dados de pesquisas clínicas no Brasil poderia elevar o número total de casos suspeitos para 225.
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Distribuição Geográfica e Substâncias Envolvidas
Os relatos de problemas de saúde associados a essas canetas não se concentram em uma única região do Brasil, com casos registrados em estados como São Paulo, Paraná e Bahia, além do Distrito Federal. As notificações no VigiMed estão vinculadas a fármacos da classe dos agonistas do GLP-1, que incluem princípios ativos como semaglutida, tirzepatida, dulaglutida, liraglutida e lixisenatida. Nomes comerciais conhecidos como Ozempic, Mounjaro, Wegovy, Trulicity, Saxenda, Victoza, Rybelsus e Xultophy, utilizados tanto para diabetes quanto para perda de peso, foram mencionados nos relatórios.
Medidas de Controle e Posicionamento da Indústria
A Anvisa informa que o risco de pancreatite já é previsto e descrito nas bulas desses medicamentos. Para coibir a automedicação e garantir o acompanhamento profissional, desde abril de 2025, a venda dessas canetas nas farmácias exige a retenção de receita médica. Fabricantes como a Eli Lilly, produtora do Mounjaro, afirmam que a segurança do paciente é prioridade e que as bulas já contêm advertências sobre a pancreatite aguda como reação adversa incomum. A empresa orienta que os pacientes conversem com seus médicos sobre os sintomas e interrompam o tratamento em caso de suspeita. Outras indústrias farmacêuticas também seguem protocolos de segurança e monitoramento.




