Colapso do acordo eleva tensão global
O fim do tratado Novo START, que estabelecia limites para os arsenais nucleares estratégicos dos Estados Unidos e da Rússia, reacendeu preocupações globais sobre uma nova corrida armamentista e o aumento do risco de conflitos entre superpotências. Pela primeira vez em décadas, as duas maiores potências nucleares do mundo operam sem restrições formais em seus estoques de ogivas e mísseis.
O que o Novo START limitava?
Em vigor desde 2011, o Novo START impunha um teto de 1.550 ogivas nucleares implantadas para cada país. Além disso, o acordo restringia o número de mísseis balísticos intercontinentais, armas lançadas por submarinos e bombardeiros estratégicos. O pacto foi prorrogado em 2021, com validade até fevereiro de 2026, mas não permitia novas extensões nos mesmos termos.
China como fator de desequilíbrio
Críticos do tratado, incluindo o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, argumentam que o acordo se tornou obsoleto por não abranger a China, que tem expandido rapidamente seu arsenal nuclear. Relatórios do Pentágono indicam que Pequim pode alcançar cerca de 1.500 ogivas até 2035. A posição dos EUA é que qualquer novo acordo de controle de armas deve incluir a China, dada a magnitude e o crescimento de seu poderio nuclear.
Rússia e o risco de instabilidade
Do lado russo, o Ministério das Relações Exteriores indicou que Moscou não se considera mais vinculada às obrigações centrais do tratado, especialmente após a falta de respostas da administração Trump. Especialistas temem que a Rússia esteja mais preparada para expandir seu arsenal rapidamente, o que poderia desencadear um período de forte instabilidade global. A ausência de limites formais pode abrir caminho para uma perigosa corrida armamentista tripla entre Estados Unidos, Rússia e China, com custos elevados para todas as nações envolvidas.





