EUA não farão eleições na Venezuela em 30 dias, diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à emissora NBC News que a Venezuela não realizará eleições nos próximos 30 dias. Segundo Trump, o país precisa ser primeiramente “consertado”, pois as condições atuais impediriam a realização de um pleito justo. “As pessoas nem conseguiriam votar. Precisamos revitalizar o país”, afirmou.
Constituição venezuelana e a ausência presidencial
A menção ao prazo de 30 dias por Trump remete à Constituição venezuelana, que estipula a realização de novas eleições em até um mês em casos de “ausência absoluta” do presidente, como impeachment ou morte. No entanto, para “ausência temporária”, o texto prevê que o vice possa assumir por até 180 dias, período após o qual novas eleições deveriam ocorrer. Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, foi empossada como líder interina após a captura do ditador, indicando que o regime interpretou a situação como uma “ausência temporária”.
Guerra contra traficantes e interesse no petróleo
Trump reiterou que a ação dos EUA na Venezuela não é contra o povo, mas sim contra “traficantes de drogas” que, segundo ele, enviam criminosos e doentes mentais para os Estados Unidos. O presidente também expressou o desejo de reabrir a indústria petrolífera venezuelana para empresas americanas, sugerindo que seu governo poderia subsidiar o retorno dessas companhias. Trump estima que a modernização da extração de petróleo poderia ser concluída em até 18 meses, embora especialistas apontem para um período de décadas.
Cooperação com a líder interina e desmentido sobre oposição
O presidente americano indicou que Delcy Rodríguez tem cooperado com os EUA e que sanções contra ela podem ser suspensas em breve. Trump negou que tenha havido um acordo secreto com setores do regime ou militares venezuelanos para a captura de Maduro, afirmando que “muitas pessoas queriam fazer esse acordo, mas decidimos fazer do jeito que foi”. Ele também desmentiu rumores de que sua decisão de não apoiar María Corina Machado, líder da oposição, estaria ligada ao fato de ela ter vencido o Prêmio Nobel da Paz, um prêmio cobiçado por ele.





