O rompimento da barragem de Mariana, em 2015, afetou toda a bacia do rio Doce e região estuarina
Cidades

Baixo Guandu e Aimorés encerram ano com mais 570 pessoas indenizadas do Caso Samarco

Colatina em Ação – 22 de dezembro de 2021

O rompimento da barragem de Mariana, em 2015, afetou toda a bacia do rio Doce e região estuarina

As cidades de Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG) continuam na liderança das indenizações do Caso Samarco em toda bacia do rio Doce, conforme números oficiais da Fundação Renova divulgados até novembro e na quantidade de novos nomes constantes na última lista de homologações divulgada na última sexta-feira, 17 de dezembro.

Só na listagem de 17 de dezembro, foram mais 310 pessoas/famílias indenizadas em Baixo Guandu e 260 em Aimorés, num valor aproximado de R$ 50 milhões, dinheiro que já estará disponível na conta dos beneficiados até sexta-feira, dia 24, véspera de Natal, segundo informou ontem uma fonte da Fundação Renova.

Desde o início do pagamento das indenizações pelo Sistema Simplificado (Novel), em setembro de 2020, são 13.340 indenizados em Baixo Guandu e Aimorés, somando aproximadamente R$ 1,18 bilhão.

Mudança

Todo este volume de indenizações mudou a economia de Baixo Guandu e Aimorés, com a circulação formidável de um grande volume de recursos nas duas cidades e de forma pulverizada – significando por isso um incremento extraordinário nas vendas do comércio e no setor de serviços.

A advogada Richardeny acredita em novas vitórias na área indenizatória em 2022

Ao fazer um balanço, ontem, do Sistema Simplificado de Indenizações (Novel), a advogada Richardeny Lemke Ott ponderou que as milhares de famílias beneficiadas (mais de 50 mil em toda bacia do rio Doce) puderam, com os recursos, dar um novo rumo em suas vidas, realizando sonhos como a compra da casa própria, da abertura de um negócio ou da aquisição de outros bens, como veículos.

“Hoje o Novel está presente em 45 territórios ao longo da bacia do rio Doce e transformou-se no maior sucesso Indenizatório do caso Samarco”, afirma a dra. Richardeny, que foi pioneira na ação junto à Justiça Federal que instituiu o Sistema Simplificado (Novel).

Richardeny lembrou que o curso das indenizações do Novel prossegue em 2022, ainda pagando as reparações pelo menos até o mês de abril – prazo estipulado pela 12ª Vara Federal para o recebimento dos requerimentos.

A advogada acentuou que existem ainda na Justiça questões para serem decididas, como o alcance do “Dano Água” já definido em sentença judicial e uma indenização coletiva relacionada aos danos provocados à saúde da população.

“A luta das Comissões dos Atingidos permanece viva e poderemos, sim, ampliar as conquistas, em 2022, que surgiram a partir da implantação do Novel”, acentuou a advogada Richardeny Lemke.

Fonte: Jornal Folha 1

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