O cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, conhecido nacionalmente pelo clássico “Casinha Branca”, morreu na madrugada deste sábado (30), aos 73 anos, no município de Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais. O artista potiguar estava internado no Hospital São Paulo devido a complicações de saúde nas últimas semanas. A informação foi confirmada por sua esposa, a radialista e produtora cultural Giani Carla Aguiar Braga, em publicação nas redes sociais, embora a causa exata do falecimento não tenha sido divulgada pela família.
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Natural de Macau, no Rio Grande do Norte, Gilson construiu uma carreira sólida na Música Popular Brasileira (MPB) após migrar para o Rio de Janeiro na juventude. Seu maior sucesso, “Casinha Branca”, composto em parceria com Joran e lançado em 1979, tornou-se um fenômeno imediato ao integrar a trilha sonora da novela “Marron Glacê”, da TV Globo. Ao longo das décadas, a canção consolidou-se como um hino da memória afetiva nacional, recebendo regravações de grandes nomes como Maria Bethânia, Fábio Jr. e Roberta Campos.
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Além de sua obra-prima, o músico assinou composições de relevância gravadas por outros intérpretes, a exemplo de “Verdade Chinesa”, eternizada na voz de Emílio Santiago, e “Fim de Solidão”, registrada por José Augusto. Nos últimos anos, o compositor vivia de forma reservada no distrito de Boa Família, em Muriaé, afastado dos palcos e do mercado fonográfico. O velório foi realizado na própria localidade onde residia e o sepultamento ocorreu no final da tarde deste sábado, no Cemitério Municipal da cidade vizinha de Miraí, deixando um legado indelével para o cancioneiro romântico do país.





