Combustíveis na mira do governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o governo federal acompanha de perto a evolução dos preços dos combustíveis em todo o país, com reuniões semanais e um compromisso com a fiscalização rigorosa. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula afirmou que o objetivo é impedir reajustes considerados abusivos por parte dos postos e distribuidoras.
“Eu brigo todo santo dia para o preço da gasolina abaixar. Posso te garantir que toda semana faço uma reunião. Não tem porque aumentar o preço, o que temos é que colocar a Polícia Federal, a Agência Nacional do Petróleo na rua para fiscalizar, multar ou prender quem está aumentando sem necessidade de aumentar”, declarou o presidente.
Apesar das declarações, o mercado de derivados de petróleo tem sido impactado por fatores globais, como a guerra no Oriente Médio, que gera incertezas no transporte de cargas e na produção de petróleo. Para mitigar esses efeitos, o Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina, com um custo mensal estimado em R$ 1,2 bilhão por, pelo menos, dois meses. Além disso, um programa conjunto com os estados já subsidia o diesel importado, essencial para o transporte de cargas.
Minerais críticos e soberania nacional
Durante a entrevista, Lula também abordou a importância estratégica dos minerais críticos e das terras raras para o Brasil. O país possui a segunda maior reserva mundial desses elementos, fundamentais para a produção de alta tecnologia, mas apenas uma pequena parcela do potencial brasileiro foi mapeada. Para garantir o controle e a exploração desses recursos, o presidente anunciou a criação de um conselho nacional ligado diretamente à Presidência da República, tratando o tema como uma questão de segurança e soberania nacional.
“Nós não vamos mais fazer com os minerais críticos e as terras raras o que foi feito com o minério de ferro, [que] vai cavucando e vai vendendo. Nós queremos que o processo de transformação seja feito aqui no Brasil”, garantiu Lula, que não vetou a exploração por empresas estrangeiras, desde que o processamento ocorra em território nacional.
Regulação das apostas esportivas
Outro ponto discutido foi a regulamentação das apostas esportivas virtuais, as chamadas bets. Lula defendeu a necessidade de separar as empresas sérias daquelas que operam de forma irregular, destacando a importância do setor para o futebol profissional. Uma secretaria especial foi criada no Ministério da Fazenda para fiscalizar o segmento, e o presidente manifestou seu desejo de acabar com as plataformas que não agregam valor ao país.
“Hoje, o futebol depende de bet. Você tem que saber qual é a bet séria e qual é a não séria”, afirmou, prometendo um controle mais rigoroso sobre a publicidade do setor. Lula concluiu dizendo que, se depender dele, o governo agirá para inibir as apostas que não prestam serviço ou utilidade ao Brasil.




