Uma pesquisa divulgada na última quarta-feira (20) revelou que a maioria dos brasileiros que busca emprego está utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para estruturar ou aprimorar seus currículos. O levantamento aponta que a tecnologia tem sido adotada como um mecanismo estratégico para identificar palavras-chave e adequar os perfis profissionais aos critérios automatizados dos modernos processos seletivos.
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O fenômeno reflete uma forte tendência de digitalização no mercado nacional. De acordo com os dados apresentados, a adesão à tecnologia no ambiente profissional é significativamente maior no país: cerca de 71% dos trabalhadores brasileiros afirmam utilizar IA em suas rotinas laborais, índice que supera a média global estipulada em 64%. Os candidatos recorrem a plataformas inteligentes para compreender nomenclaturas específicas de vagas e formatar suas trajetórias profissionais com maior agilidade.
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Apesar dos benefícios operacionais na otimização do tempo e na correção gramatical, especialistas e recrutadores fazem ressalvas quanto ao uso indiscriminado dessas ferramentas. O principal ponto de atenção reside no efeito colateral da padronização. Conforme alertam os profissionais de recursos humanos, o excesso de automação faz com que muitos documentos fiquem excessivamente semelhantes, dificultando a identificação de características singulares dos concorrentes.
Para mitigar esse impacto negativo e evitar a perda de autenticidade, a orientação do setor de contratações é usar a inteligência artificial exclusivamente como um instrumento de apoio e suporte. Especialistas reforçam a necessidade indispensável de uma revisão humana minuciosa antes do envio, além do acréscimo de detalhes pessoais detalhados e experiências individuais que destaquem a identidade única do profissional diante do mercado de trabalho.
Fonte: G1





