Uma cobra da espécie jararaca assustou funcionários de uma escola municipal na região de Morobá, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, na sexta-feira (22). O animal peçonhento foi flagrado rastejando pelo refeitório da unidade de ensino, o que motivou o acionamento imediato do Corpo de Bombeiros para realizar a captura segura. Apesar do susto entre os trabalhadores, a corporação informou que ninguém ficou ferido durante a ocorrência.
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A jararaca está entre as serpentes mais comuns do território brasileiro. Seu habitat natural engloba áreas de mata nativa, vegetação densa, terrenos úmidos e locais próximos a cursos d’água ou plantações. Contudo, a presença da espécie em perímetros urbanos tem se tornado frequente, associada principalmente ao acúmulo de lixo, entulhos e à consequente oferta de roedores, que são as principais presas do réptil.
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Especialistas alertam para a alta toxicidade do veneno do animal. A picada de uma jararaca provoca dor intensa, inchaço localizado e sangramentos. Em situações de acidente, a única conduta eficaz é o encaminhamento imediato da vítima a uma unidade médica para a aplicação do soro antiofídico específico.
O Corpo de Bombeiros orienta a população a nunca tentar capturar, ferir ou tocar em cobras encontradas em áreas residenciais ou escolares. A recomendação padrão diante do avistamento é isolar o local, manter distância segura e acionar imediatamente o socorro profissional ou órgãos ambientais. Em caso de picadas, práticas antigas como a realização de torniquetes, cortes na pele ou tentativas de sugar o veneno são contraindicadas, pois agravam o quadro clínico do paciente.
