A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que tem como um dos principais alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Castro, na Barra da Tijuca, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação investiga um suposto esquema de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de divisas envolvendo um conglomerado do setor de combustíveis.
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Além do ex-governador, a operação mira o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit (antiga Manguinhos), que teve sua prisão decretada e o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Segundo a PF, as apurações indicam que a estrutura societária do grupo era utilizada para dissimular bens e escoar recursos para o exterior.
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As investigações estão inseridas no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que apura as conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado. De acordo com os investigadores, teria ocorrido um “engajamento multiorgânico” do governo estadual para beneficiar o grupo empresarial, envolvendo secretarias estratégicas e a Procuradoria-Geral do Estado.
Em nota, a defesa de Cláudio Castro manifestou surpresa com a operação e afirmou que o ex-governador sempre pautou sua gestão pela legalidade. A nota destaca que Castro está à disposição da Justiça e que foi o único gestor a garantir o pagamento de dívidas bilionárias da refinaria com o estado. Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador em março de 2026, pouco antes de ter sua inelegibilidade confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).





