O marketing digital no Espírito Santo vive um momento de amadurecimento — mas ainda esbarra em um desafio recorrente: equilibrar criatividade e resultado. Para o especialista João Victor Brandão, fundador da Sonare Marketing Criativo, muitas empresas ainda confundem impacto visual com estratégia efetiva.
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Segundo ele, uma campanha verdadeiramente criativa vai além de chamar atenção. “Ela precisa pensar em como capturar o interesse e, ao mesmo tempo, atingir um objetivo claro. Um bom exemplo é trabalhar um início forte no vídeo para engajar e, depois, sustentar uma mensagem consistente ao longo do conteúdo”, explica o mercadólogo, formado pela UVV e especialista em marketing digital.
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Esse equilíbrio, no entanto, ainda é um ponto sensível. De acordo com João Victor, criatividade e performance não são opostos — mas exigem alinhamento. “É uma linha muito tênue. Às vezes as marcas têm ideias muito criativas, mas que não necessariamente geram resultado. Tudo depende de como e para quem isso é feito. Um precisa andar ao lado do outro”, afirma.
No cenário capixaba, um dos erros mais comuns está na chamada criatividade vazia. “São ideias boas que não conseguem crescer, não sustentam uma narrativa ao longo do tempo. Falta consistência para transformar aquilo em algo que gere valor contínuo para a marca”, pontua o especialista.
Em meio ao excesso de conteúdo nas redes, o que ainda se destaca não é, necessariamente, o mais produzido — mas o mais pensado. Para João Victor, a autenticidade tem se tornado um diferencial competitivo. “Conteúdos que são bem pensados, que trazem algo verdadeiro, chamam mais atenção. Hoje existe uma repetição muito grande de formatos, o que faz com que o público valorize ainda mais o que foge do padrão”, analisa.
Outro ponto de atenção está nas oportunidades pouco exploradas pelas empresas do Espírito Santo. Para o fundador da Sonare, falta humanização na comunicação. “As marcas ainda falam muito como empresas para pessoas, quando o ideal seria uma conversa de pessoa para pessoa. Existe uma grande oportunidade aí que ainda não está sendo aproveitada”, destaca.
Por fim, o especialista aponta que o receio de ousar ainda limita o potencial criativo de muitas empresas. “O mercado segue muito preso ao que é considerado ‘seguro’ ou ‘padrão’. Sair disso significa sair da zona de conforto comercial, e isso assusta. Mas é justamente esse movimento que pode tirar as marcas do mais do mesmo”, conclui.





