A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) concluiu, nesta quarta-feira (22), o inquérito sobre as lesões corporais graves sofridas por uma jovem de 18 anos durante uma cesariana no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Colatina. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo), confirmou que a paciente sofreu queimaduras de terceiro grau devido a falhas técnicas e negligência de profissionais de saúde durante o parto, ocorrido em maio de 2025.
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Segundo o delegado Hédson Félix, o acidente foi provocado pelo contato de uma fagulha de um bisturi elétrico com o produto antisséptico inflamável utilizado na pele da paciente. A investigação aponta que os protocolos de segurança não foram seguidos, uma vez que o uso do equipamento eletrônico foi iniciado antes da secagem total do produto. Embora o bebê tenha nascido saudável, a mãe precisou ser transferida para uma unidade especializada na Serra, onde permaneceu internada por 26 dias, enfrentando um longo processo de recuperação e cirurgias reparadoras.
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O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) foi procurado para se manifestar sobre o indiciamento. A autarquia informou que acompanha o caso e que procedimentos administrativos podem ser instaurados para apurar a conduta ética dos profissionais envolvidos, sob sigilo processual conforme determina a legislação.
A direção do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Colatina informou, por meio de nota, que aguarda a notificação oficial da conclusão do inquérito para analisar o caso junto ao seu setor jurídico. A instituição reforçou que colabora com as autoridades desde o início das investigações.
Com o relatório final concluído, dois médicos obstetras foram indiciados por lesão corporal culposa. O caso agora segue para o Ministério Público e para o Poder Judiciário, que decidirão sobre a abertura de ação penal contra os envolvidos.





