O esporte brasileiro está em luto. Morreu na tarde desta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, o maior ícone do basquete nacional e um dos maiores cestinhas da história mundial. O ex-atleta, carinhosamente apelidado de “Mão Santa”, faleceu em decorrência de complicações de saúde, anos após enfrentar uma longa batalha contra um tumor cerebral. A notícia comoveu fãs e autoridades, que prestam homenagens ao homem que transformou o basquete em paixão nacional.
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Oscar consolidou-se como uma lenda viva ao longo de uma carreira pautada pela precisão e dedicação extrema. Com 49.737 pontos registrados, ele detém a marca histórica de maior pontuador do basquete de todos os tempos. Sua trajetória olímpica é igualmente impressionante: participou de cinco edições dos Jogos (Moscou 1980 a Atlanta 1996), mantendo o recorde de maior número de pontos em uma única edição e no total da competição masculina.
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O ápice de sua carreira na Seleção Brasileira ocorreu em 1987, durante os Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Em uma atuação considerada heroica, Oscar anotou 46 pontos na final contra os Estados Unidos, liderando o Brasil na vitória por 120 a 115. O triunfo foi histórico por derrubar a invencibilidade dos americanos em casa e forçar uma mudança na dinâmica do esporte global.
Em 2011, o ex-jogador foi diagnosticado com um câncer no cérebro. Após anos de tratamento e resiliência, ele chegou a anunciar a interrupção da quimioterapia em 2022, afirmando estar curado. Oscar Schmidt deixa um legado de competitividade e amor à camisa verde e amarela, sendo um dos poucos brasileiros no Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial), mesmo sem nunca ter atuado na NBA, liga que recusou para seguir defendendo a seleção brasileira.





