A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deflagraram, nesta terça-feira (7), a Operação Heavy Pen. A ação visa desarticular esquemas de produção clandestina, falsificação e comércio ilegal de medicamentos injetáveis para emagrecimento, como a semaglutida e a tirzepatida.
Veja também: Homem de 67 anos morre em colisão frontal no Noroeste do ES
Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização em 11 estados brasileiros. O foco da operação são laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que operam sem registro sanitário, comercializando substâncias de origem desconhecida ou ainda não autorizadas no Brasil, como a retatrutida.
> Quer receber as principais notícias do Colatina em Ação no WhatsApp? Clique aqui e entre na nossa comunidade!
Aumento expressivo nas apreensões
Dados da Polícia Federal revelam um crescimento alarmante no mercado ilícito desses fármacos. Em 2024, foram apreendidas 609 unidades de emagrecedores. Esse número saltou para mais de 60 mil em 2025 e já ultrapassa as 54 mil apreensões apenas no primeiro trimestre de 2026.
Novas regras de controle
Paralelamente à operação policial, a Anvisa anunciou medidas rigorosas para o controle de medicamentos agonistas do receptor GLP-1 (as “canetas emagrecedoras”). A agência detectou que o volume de importação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) por farmácias de manipulação está incompatível com a demanda regular do mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, o suficiente para produzir 25 milhões de doses.
A investigação aponta que os envolvidos podem responder por crimes de falsificação, corrupção de produtos medicinais e contrabando.





