A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Aracruz, realizou na última quarta-feira (25) o cumprimento de um mandado de busca e apreensão domiciliar. A ação faz parte de um inquérito que investiga um esquema de estelionato envolvendo falsas promessas de indenizações relacionadas ao desastre ambiental de Mariana, ocorrido em 2015.
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De acordo com as investigações, os suspeitos organizavam reuniões na Aldeia Córrego D’Ouro, em Aracruz, para cadastrar pessoas interessadas em ações judiciais que estariam tramitando na Holanda e na Inglaterra. Durante os encontros, o grupo cobrava taxas de adesão e prometia pagamentos rápidos. Um dos investigados afirmava que quem fizesse o cadastro até março de 2025 receberia os valores já em agosto do mesmo ano.
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O titular da Deic de Aracruz, delegado Vicente Pellegrino Neto, informou que o esquema era bem estruturado. “Os elementos indicam a existência de um esquema fraudulento para induzir vítimas em erro mediante promessa de vantagem econômica indevida”, destacou. A investigação revelou que o principal organizador utilizava uma empresa de fachada para simular a atuação de um escritório de advocacia, sem possuir habilitação legal.
O inquérito resultou no indiciamento de duas pessoas — pai e filha — pelo crime de estelionato. Materiais e documentos compartilhados por advogados da região, procurados por vítimas desconfiadas, foram fundamentais para embasar a operação e confirmar a fraude.




