Caso em São Vicente: Moradora agredida por PM descreve surto e reação de defesa
Uma mulher que foi chutada no rosto por um Policial Militar em São Vicente (SP) afirmou que estava em um estado de ‘surto’ devido à falta de medicação para sua saúde mental. O incidente ocorreu após reclamações de barulho em um prédio onde ela reside.
Versão da Vítima: Falta de Medicação e Filmagens Desencadearam Exaltação
Em entrevista, a vítima relatou que, ao sair do apartamento para falar com o porteiro, ficou exaltada ao perceber que estava sendo filmada por funcionários do prédio. Ela alega que a falta de medicação controlada há um mês contribuiu para seu estado de descontrole.
“Me deixou um pouco exaltada e também estava em surto por falta de medicação. […] Tinha câmeras do próprio funcionário me filmando, eu falando para ele que não precisava me filmar, porque o prédio todo tem câmeras”, declarou a mulher.
Abordagem Policial e Agressão: Desacato e Uso da Força
A mulher admitiu ter tentado dar um tapa no policial durante a abordagem, mas sem sucesso. O boletim de ocorrência registra o caso como desacato, e a corporação afirmou que o policial utilizou um “uso moderado da força”. A vítima, por sua vez, disse estar desorientada e que suas ações foram para se defender da situação.
Consequências e Apuração: Inquérito Militar e Prontuário Médico
Após ser atendida pelo Samu com ferimentos na cabeça, a mulher foi levada à delegacia, onde, segundo o boletim de ocorrência, apresentou um “novo surto”, necessitando de novo atendimento médico. A Polícia Militar informou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar todos os detalhes do ocorrido e que repudia excessos e desvios de conduta.
Posição do Condomínio: Reclamações de Barulho e Comportamento Hostil
O condomínio do edifício informou, através de nota, que havia recebido reclamações de barulho por três dias e que a moradora reagiu com gritos e palavras de baixo calão ao ser contatada. O condomínio alega que a mulher tentou agredir o porteiro e, posteriormente, o policial, justificando a reação do agente.





