Crédito Imobiliário Caro Impulsiona Busca por Alternativas
A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de diminuir a taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano, não trouxe alívio imediato para quem sonha com a casa própria. O crédito imobiliário permanece caro, tornando o financiamento menos acessível e elevando o custo total da aquisição ao longo do tempo devido à incidência de juros.
Consórcio: Planejamento Financeiro Sem Juros
Em contrapartida ao financiamento, o consórcio se apresenta como uma solução atraente. Nesta modalidade, não há cobrança de juros, apenas uma taxa de administração diluída ao longo do contrato, o que proporciona maior previsibilidade financeira. Essa característica tem levado um número crescente de brasileiros a adiar o financiamento e buscar no consórcio uma forma mais estruturada de viabilizar a compra do imóvel.
Crescimento Expressivo no Mercado de Consórcios
Os dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) confirmam essa tendência. A expectativa é de um crescimento de cerca de 11% no sistema de consórcios em 2026, sucedendo um 2025 recorde com mais de 5 milhões de adesões. No segmento imobiliário, o avanço é ainda mais notável, com um crescimento de 48,4% em 2025, reforçando sua posição como alternativa relevante para a aquisição da casa própria.
Autonomia e Previsibilidade: Vantagens do Consórcio
Fernando Gianjiope, CEO da Porto Vale, destaca que o cenário de juros elevados tem acelerado a mudança de comportamento do consumidor. “O ponto não é só o valor da parcela, mas o custo total ao longo dos anos. No financiamento, esse peso cresce com o tempo. O consórcio se destaca porque permite começar esse planejamento já com mais previsibilidade, sem a pressão dos juros”, explica. Além disso, o consórcio oferece maior autonomia ao cliente, que não fica refém do momento do crédito e pode escolher o momento mais oportuno para a compra, um diferencial importante em um cenário econômico mais restritivo.





