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Operações policiais na Maré deixaram 160 mortos em dez anos; 2025 teve menos ações, mas maior letalidade

Colatina em Ação por Colatina em Ação
19 de março de 2026
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Operações policiais na Maré deixaram 160 mortos em dez anos; 2025 teve menos ações, mas maior letalidade
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Operações policiais na Maré deixaram 160 mortos em dez anos; 2025 teve menos ações, mas maior letalidade

Levantamento mostra impacto continuado nas áreas de educação, saúde e vida cotidiana, com evidências de falhas em perícias e aumento do uso de armamento pesado

Um monitoramento de dez anos realizado pela organização Redes da Maré aponta que operações policiais no conjunto de 15 favelas da Maré, no Rio de Janeiro, resultaram em 160 mortes entre 2016 e 2025. O relatório, divulgado antes do 3º Congresso Internacional “Falando sobre Segurança Pública na Maré”, documenta ainda efeitos diretos na educação, na saúde e no cotidiano da população local.

Educação e saúde: dias letivos perdidos e atendimentos suspensos

Segundo o levantamento, as ações policiais ocasionaram o fechamento de unidades escolares públicas por um total de 163 dias ao longo da década — um período equivalente a cerca de um ano letivo na trajetória educacional de crianças e adolescentes da Maré. Em 2025 houve 16 operações na Maré, e o documento aponta 12 mortes apenas nesse ano.

Na área de saúde, o relatório destaca que o fechamento de unidades de atendimento por 14 dias, apenas no ano passado, levou ao cancelamento de 7.866 acompanhamentos. Em pesquisa em parceria com o Unicef, a Redes da Maré encontrou influência das operações na redução da cobertura vacinal de crianças de zero a seis anos, apesar de 90% da população ter a carteirinha de vacinação e apoiar a imunização.

Menos operações, maior letalidade

Os dados mostram uma mudança no padrão operacional: embora o número de operações em 2025 (16) tenha sido inferior ao de 2024 (42), a letalidade aumentou. Foram 12 mortes em 2025, elevando a letalidade proporcional em 58% em relação a 2024, segundo a Redes da Maré. A avaliação da organização é que as intervenções tornaram-se menos frequentes, porém mais agressivas, com uso intensivo de armamento pesado e incursões prolongadas em áreas densamente povoadas.

O padrão local acompanha um quadro estadual: dados do Instituto de Segurança Pública indicam 797 mortes por intervenção policial no estado em 2025, um acréscimo de 13% em relação a 2024. No mesmo período, cresceu também o número de policiais mortos.

Helicópteros e marcas de tiros: impactos no espaço urbano

O relatório chama atenção para o uso repetido de helicópteros nas operações de 2025. Das 16 intervenções registradas no ano, oito utilizaram aeronaves e quatro delas teriam servido como plataforma de tiros. A equipe de campo contabilizou pelo menos 308 marcas de tiros nas ruas após as ações. Em uma única operação, foram identificadas mais de 200 marcas atribuídas a disparos de helicóptero nas imediações de escolas e unidades de saúde, segundo a Redes da Maré.

A organização afirma que operações com esse aparato bélico tendem a ampliar a letalidade e a interromper serviços públicos essenciais, além de aumentar o risco para moradores e trabalhadores que circulam nas áreas afetadas.

Falhas em perícias e ausência de denúncias

Entre os aspectos mais alarmantes apurados está a falha na preservação de cenas e realização de perícias: das 160 mortes registradas ao longo da década, somente 16 tiveram perícia no local e apenas uma teve denúncia formal, afirmou Tainá Alvarenga, coordenadora do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça da Redes da Maré. Para ela, o discurso oficial que classifica esses territórios como ‘instáveis’ tem sido usado para justificar a não entrada de equipes técnicas em locais de operação.

“O Estado não conseguiu garantir a perícia de local, a preservação da cena de crime e muito menos a denúncia desses casos”, disse Tainá ao conceder entrevista à Agência Brasil.

Violência armada e ações de grupos armados

Além das operações policiais, o projeto De Olho na Maré registrou interferências diárias provocadas por ações de grupos armados em 2025: foram 11 mortes atribuídas a esses grupos, além de relatos de violência física, psicológica e verbal, ameaças, deslocamentos forçados, invasões de escolas e 141 registros de tiros durante o ano.

Resposta do poder público e articulação institucional

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou desconhecer a metodologia da pesquisa e disse que atua com base em critérios técnicos, inteligência e planejamento operacional. A pasta afirmou que todos os casos são investigados e que a perícia técnica integra o processo investigativo. A Polícia Militar não respondeu ao questionamento da Agência Brasil sobre os efeitos das operações na comunidade.

Em agosto de 2024 o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro questionou o Ministério da Educação sobre diretrizes nacionais para enfrentar os impactos das operações policiais na educação e a compensação de dias letivos perdidos. Como resultado, o Conselho Nacional de Educação instituiu, em janeiro de 2025, o Fórum pelos 200 dias letivos e a Comissão Permanente de Acompanhamento da Obrigatoriedade de Cumprimento dos 200 Dias Letivos, da qual a Redes da Maré passou a fazer parte.

# # #

Base comunitária e caminhos para políticas públicas

Para a diretora da Redes da Maré e pesquisadora em segurança pública, Eliana Sousa Silva, o monitoramento revela um padrão de violência que se repete e produz impactos profundos no cotidiano das populações das favelas: “Além das mortes e das violações diretas que ocorrem, há um ciclo e a naturalização sobre a interrupção de serviços públicos relacionados aos direitos mais básicos”.

Tainá Alvarenga afirma que o trabalho de base comunitária e a produção de dados locais podem subsidiar políticas públicas: “Se tivéssemos um Estado que reconhecesse essa potência da população da Maré e da nossa experiência, poderia incidir para mitigar o padrão de violações que acontece há décadas”. O boletim será lançado no dia 24, durante o congresso na Areninha Cultural Herbert Vianna, e será encaminhado a órgãos dos três poderes.

Redes da Maré é uma organização da sociedade civil surgida na mobilização comunitária dos anos 1980 e formalizada em 2007. Atua no território onde vivem cerca de 140 mil pessoas e desenvolve projetos sociais que atendem diretamente mais de 7 mil moradores, segundo informações da própria organização.

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Jornalista levando informações de Colatina para o mundo.

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