Investigação Interna para Apurar Vazamento de Dados Sigilosos
A Polícia Legislativa do Senado Federal iniciará uma investigação para apurar a suspeita de que uma pessoa teria entrado com uma câmera na sala-cofre da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O objetivo seria coletar e vazar informações sigilosas relacionadas a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A informação foi confirmada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Decisão do STF Proíbe Acesso a Material Sigiloso
A controvérsia ganhou força após uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na noite de segunda-feira (16) vetou o acesso ao material armazenado na sala-cofre. Mendonça justificou a medida pela necessidade de preservar o sigilo das informações coletadas, especialmente aquelas ligadas às quebras de sigilo bancário e fiscal de Daniel Vorcaro, que poderiam comprometer o andamento da investigação.
Senador Viana Aponta Tentativas de Vazar Informações
Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o senador Carlos Viana declarou que ocorreram “tentativas de vazamento de algumas informações que deveriam permanecer no âmbito da investigação”. Ele ressaltou que o material em questão é particular e ligado à quebra de sigilo de Vorcaro, e que sua divulgação indevida poderia inviabilizar as provas coletadas pela CPMI. “O mais importante neste momento é nós preservarmos esse material para que a investigação corra”, afirmou Viana.
Protocolos de Segurança da Sala-Cofre Questionados
O presidente da CPMI do INSS ainda expressou preocupação com os protocolos de segurança da sala-cofre, mencionando que as imagens de computadores já veiculadas pela imprensa indicariam a entrada de uma câmera no local. “Lá há um detector de metais, pelo qual os parlamentares também precisam passar. Os celulares ficam do lado de fora da sala. É proibido entrar com celular”, disse Viana, indicando uma possível falha na segurança do espaço. Ele também planeja dialogar com o ministro Mendonça sobre quais partes do material sigiloso poderão ser reavaliadas e eventualmente disponibilizadas à comissão após análise do STF.





