Brasil encerra Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026 com primeira medalha na neve
Delegação recorde de oito atletas celebra prata histórica e avanços técnicos nas provas disputadas na neve
A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, chegou ao fim neste domingo (15) com a melhor participação brasileira até hoje. A equipe foi composta por oito atletas — a maior delegação do país na história do evento — e destacou-se pela primeira medalha paralímpica do Brasil na neve: a prata conquistada por Cristian Ribera no sprint de um quilômetro do esqui cross-country, na classe para competidores sentados.
Desempenho nos 20 quilômetros do cross-country
As provas finais foram os 20 quilômetros do esqui cross-country, na pista de Tesero. Seis brasileiros competiram na distância. Cristian Ribera, radicado em Jundiaí (SP), terminou em quinto lugar entre os homens, com o tempo de 53min40s8. Aline Rocha, do Paraná, também esquia na classe sentada e ficou em quinto no feminino, com 1h01min30s2.
“"Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nas primeiras parciais, estava em segundo ou terceiro. Talvez, se eu segurasse um pouco, desse para recuperar no fim. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte. Hoje cheguei mais de um minuto atrás dos mesmos atletas que venci no sprint"”, disse Cristian em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Outros resultados individuais: Guilherme Rocha (SP) foi 19º entre os homens (58min49s4), Robelson Lula (PB) ficou em 22º (1h01min07s3), Elena Sena (SP) terminou em 14º no feminino (1h19min04s9) e Wellington da Silva (SP), na classe standing, obteve a 25ª colocação (52min54s).
Marcos inéditos: biatlo, revezamento e snowboard
Além da prata de Ribera, a delegação brasileira colecionou marcas históricas: Aline Rocha ficou em sétimo no biatlo paralímpico, e o trio Aline, Cristian e Wellington alcançou o 7º lugar no revezamento do esqui cross-country. Vitória Machado, do Rio Grande do Sul, tornou-se a primeira mulher brasileira a competir no snowboard em uma Paralimpíada de Inverno. O gaúcho André Barbieri também representou o país no snowboard após recuperar-se de um acidente em treino antes do evento.
Cerimônia de encerramento, porta-bandeira e legado
Vitória Machado e André Barbieri foram os representantes brasileiros na cerimônia de encerramento, em Cortina d’Ampezzo, onde ocorreram as provas de snowboard. André foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia.
“Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve”, afirmou o presidente do CPB, José Antônio Freire.
Próximos passos
O ciclo futuro reserva novos desafios: os Jogos de Verão de Los Angeles ocorrerão em 2028 e a próxima Paralimpíada de Inverno será realizada nos Alpes Franceses, entre 1º e 10 de março de 2030. A campanha em Milão-Cortina 2026 deixa a seleção brasileira com experiência, visibilidade e uma base técnica mais sólida para crescer nas próximas edições.





