Histórico de misoginia e condenação criminal marcam delegado do Pará
Carlos Machado, delegado da Polícia Civil do Pará, que recentemente fez comentários considerados misóginos contra servidoras da delegacia em Abaetetuba, sugerindo que elas deveriam lavar louça, já possuía um histórico de condutas questionáveis. Ele é ex-promotor de Justiça na Paraíba e foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão por atentado violento ao pudor, crime que atualmente se enquadra como estupro. A vítima teria sido atraída sob falso pretexto e submetida à violência sexual na residência do então promotor.
Trajetória marcada por polêmicas e decisões judiciais para assumir cargos
Apesar da condenação, Machado recorreu em liberdade. Sua defesa alega inocência e trabalha para comprovar isso nos autos. A Polícia Civil do Pará informou que ainda não foi notificada sobre a condenação. Além do processo criminal, o delegado perdeu o cargo de promotor em 2015 após atirar no pé do cunhado durante uma discussão familiar na Paraíba. Os incidentes na Paraíba, ocorridos em 2009, resultaram em processos criminais e administrativos contra ele. Após deixar o Ministério Público paraibano, Machado ingressou na Polícia Civil do Pará em 2022, por decisão judicial, mesmo tendo sido reprovado na investigação social do concurso para delegado. Ele também enfrentou questionamentos na etapa de investigação social para o cargo de delegado, mas conseguiu assumir a função após decisão judicial.
Servidoras relatam ‘tratamento extremamente misógino’
Uma servidora da delegacia em Abaetetuba descreveu o tratamento recebido do delegado como ‘extremamente misógino’. A conduta recente de Machado gerou indignação e levou à apuração de sua conduta pela polícia, com a possibilidade de afastamento do cargo. O caso levanta sérias questões sobre a idoneidade de agentes públicos e a necessidade de rigor em processos seletivos e investigações de conduta.





