Brasil participa da maior reunião da ONU sobre direitos das mulheres; propostas dos EUA que ameaçavam avanços foram barradas
Durante a plenária que aprovou o texto, propostas questionando aborto, identidade de gênero e o termo “interseccionalidade” foram rejeitadas na primeira votação, diz delegada
Tensão nas negociações
O Brasil participou da maior conferência da ONU dedicada aos direitos das mulheres, marcada por intensas negociações entre delegações. Segundo a delegada Lúcia, ouvida pela Agência Brasil, a sessão plenária que aprovou o documento final enfrentou momentos de forte tensão quando propostas consideradas retrocessos foram apresentadas por representantes dos Estados Unidos.
Temas em disputa
Entre os pontos questionados pelos Estados Unidos estavam o direito ao aborto, o reconhecimento da identidade de gênero e o uso do termo “interseccionalidade”. Essas propostas, segundo a delegada, poderiam enfraquecer avanços incluídos no texto acordado por outros países.
Votação e resultado
“Isso fez com que, em algum momento, a gente imaginasse que o documento perderia a qualidade e alguns avanços muito importantes. Não vai ser um documento de consenso, mas a primeira votação não aceitou as indicações [trazidas pelos Estados Unidos]”, afirmou Lúcia à Agência Brasil, destacando que as tentativas de alteração foram barradas na plenária.





