Ligação com Erros Gramaticais e Compras Suspeitas
A família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis gaúcha desaparecida em Florianópolis, registrou o sumiço após notar erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da vítima. Luciani, que mantinha contato diário com a família, parou de responder após 4 de março. Mensagens com ortografia incorreta, como “pesso” e “precionando”, levantaram suspeitas, levando a família a contatar a polícia.
A investigação revelou que, após o desaparecimento, compras foram realizadas utilizando o CPF de Luciani. A Polícia Civil rastreou os endereços de entrega e abordou um adolescente de 14 anos que buscava encomendas. Ele indicou o irmão como destinatário.
Suspeita presa em pousada com pertences da vítima
Seguindo a pista, os policiais foram a uma pousada onde encontraram a suspeita, que se apresentou como responsável pelo local. No mesmo endereço estavam o irmão do adolescente e outra mulher. Em um dos apartamentos, foram apreendidas duas malas com pertences de Luciani, além de itens comprados em seu nome, como arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. O carro da corretora, um HB20, também foi localizado na pousada.
Depoimentos sugerem que objetos da vítima foram ocultados e que houve tentativas de dificultar a investigação policial. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) considera que o caso transcende um crime patrimonial.
Corpo encontrado em córrego pode ser da corretora
A Polícia Civil investiga a possibilidade de um corpo encontrado esquartejado em Major Gercino, na Grande Florianópolis, ser de Luciani Freitas. O corpo, localizado na quarta-feira (11), apresentava características compatíveis com as da corretora, mas a identificação oficial depende de exames periciais. O MPSC indicou que a vítima foi morta, esquartejada e teve partes do corpo ocultadas em diferentes locais.
Uma testemunha relatou que a morte de Luciani teria envolvido a dona da pousada, o irmão do adolescente e a namorada dele. A investigação também aponta que o carro da corretora foi visto circulando por municípios próximos na mesma data em que um corpo foi encontrado em um rio na região. Diante dos indícios de crime contra a vida, o MPSC solicitou a remessa do caso para o Tribunal do Júri.





