Condenação em regime fechado
Um homem de 26 anos, identificado como Carlos Eduardo da Silva, foi condenado a 21 anos e 1 mês de prisão em regime inicial fechado. Ele é acusado de matar e enterrar o corpo de sua filha de apenas sete meses de idade. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (10), em São José do Barreiro, no interior de São Paulo. O crime chocou a cidade e aconteceu em março de 2023.
Detalhes do crime e qualificadoras
Segundo a decisão da juíza Luciene Belan Ferreira Allemand, da Vara Única de Bananal (SP), Carlos Eduardo da Silva foi condenado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. As qualificadoras incluem motivo fútil, emprego de meio cruel e o crime ter sido praticado contra uma menor de 14 anos. A pena estabelecida reflete a gravidade dos delitos cometidos.
Versão do acusado e descoberta do corpo
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na época, Carlos relatou aos policiais que a bebê começou a chorar e que ele a teria arremessado contra o colchão. Posteriormente, ele e a mãe da criança, uma jovem de 17 anos, teriam decidido enterrar a menina em uma área rural da cidade. O casal, então, planejou ir à delegacia para forjar um sequestro. No entanto, durante o registro da falsa ocorrência, ambos confessaram o crime e indicaram o local onde o corpo da bebê estava ocultado.
Defesa e próximos passos
A defesa de Carlos Eduardo da Silva, representada pelo advogado Emerson Ruan Figueiredo da Silva, afirmou que atuou dentro dos limites constitucionais e respeitou a decisão dos jurados. O advogado manifestou respeito à dor dos familiares e declarou que a advocacia criminal tem o papel de garantir um julgamento justo e com respeito às garantias fundamentais. A defesa informou que analisará a sentença detalhadamente e avaliará a possibilidade de interposição de recurso.





